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Marcos Pinto lidera lista única às eleições da ACCCRO

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Os elementos da lista para a Direção

Candidato quer mais participação dos sócios, modernizar estatutos e tornar a ACCCRO mais próxima e interventiva na cidade e na região

A ACCCRO – Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Região Oeste (ACCCRO) vai amanhã, 9 de janeiro a eleições com uma única lista a sufrágio, liderada pelo empresário e fotógrafo Marcos Pinto. O candidato apela à participação dos associados (as urnas abrem às 19 horas na sede da associação) e promete um mandato de abertura, proximidade e maior intervenção na cidade e na região.

Marcos Pinto quer transformar a associação numa estrutura mais participativa, aberta e interventiva na vida económica das Caldas da Rainha e da região, chamando de volta os associados afastados e envolvendo novos empresários. A lista assume como prioridade deixar de haver “eles na ACCCRO” para passar a falar-se em “nós na ACCCRO”, sublinhando uma ideia de unidade e corresponsabilização dos associados.

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Marcos Pinto explica que a decisão de avançar resulta do “vazio” que se abriu no último ato eleitoral para associação, em outubro. “Sempre fomos um grupo de pessoas preocupadas” e que tem marcado presença nas assembleias, sublinha, defendendo que juntos podem “fazer mais e melhor pelas Caldas, pelo Oeste, pelo comércio, pelas empresas”. Um dos objetivos centrais é simples de formular: “queremos que as pessoas passem a dizer: nós na ACCCRO e não eles na ACCCRO”.

Para isso, a futura direção quer unir os atuais associados, recuperar os que deixaram de participar e cativar novos sócios, reforçando o peso da associação, defende Marcos Pinto, que sublinha a ideia de que a ACCCRO “não é de um presidente, não é de uma direção, é de todos nós”.

Apesar do ato eleitoral ter apenas uma lista, Marcos Pinto quer que essa participação comece já com uma boa adesão à assembleia-geral. “É muito diferente sermos eleitos por 20 votos ou por 100 votos”, diz, acrescentando que, no futuro, pretende que o ato eleitoral possa desenrolar-se ao longo do dia, permitindo a mais comerciantes votar.
Amador Fernandes, candidato à presidência da Assembleia Geral e antigo líder da associação, considera que os estatutos precisam de ser atualizados “para o século XXI”. “A grande maioria das associações, especialmente nas eleições, parece uma sociedade secreta”, critica, defendendo uma revisão profunda das regras para deixar de haver candidaturas “fechadas” até ao dia da votação e criar condições para que os sócios sejam realmente participativos.

A lista quer afirmar a ACCCRO como associação empresarial, reforçando o trabalho com comércio, serviços, hotelaria e outras áreas da economia local e regional. Rita Cipriano destaca a importância de uma direção multidisciplinar e aberta à participação de mais setores. “Quanto mais multidisciplinar, quanto mais setores abranger, mais sentido faz”, afirma.

Entre as propostas estruturantes está a criação de um “Dia da ACCCRO” e de um congresso regular, com mira especial em 2027, ano em que a associação completa 125 anos. Marcos Pinto recorda que a associação foi fundada em 12 de novembro de 1902 e defende que essa data deve ser assinalada todos os anos, dando a perceber que a associação “está viva” e é de todos os associados. A lista candidata quer que o congresso seja regular e, se não for possível concretizar antes, a data dos 125 anos será uma hipótese para a primeira edição. Esse encontro deve incluir conferências, formação e uma feira com fornecedores e parceiros.

A futura direção quer ainda uma ACCCRO mais presente na discussão dos dossiês estratégicos da cidade e da região, desde o futuro hospital até à mobilidade, iluminação pública, recolha de resíduos ou gestão dos mercados da Praça da Fruta e do peixe. “Temos uma cidade um bocado parada no tempo” e uma das funções da associação deve ser “fazer qualquer coisa como um plano estratégico para a cidade, baseado no comércio”, completa Amador Fernandes. A ideia é olhar o comércio de forma abrangente, numa relação estreita com indústria, turismo, termalismo, saúde e educação, assumindo uma intervenção mais global.

“Queremos fazer uma influência positiva”, diz Marcos Pinto, dando exemplos concretos como a articulação com os SMAS, o município e EDP para informar comerciantes sobre recolha de lixo, horários de iluminação e outros detalhes que, “podem parecer coisas simples, mas impactam o dia-a-dia dos comerciantes”.

A candidatura propõe ainda a criação de grupos de trabalho permanentes para acompanhar as transformações na cidade, evitando que situações como o encerramento dos cinemas passem sem resposta ou alternativas. “Se tivermos alguém que vá acompanhando estas situações, se calhar estas são menos prejudiciais e resolvem-se muito mais rapidamente”, afirma. Já Marcos Pinto reforça que a candidatura “nasce da vontade de fazer mais, juntos, com visão, proximidade e ação”.

Os candidatos à Assembleia Geral8

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