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Projetos empresariais do azeite na EHTO

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Escola deu a conhecer três exemplos empresariais em torno do sumo deste fruto tão ligado ao nosso país

Fonte da Bica, em Rio Maior, e Ingrediente Mourisco, em Alvados, são duas empresas que se dedicam à produção de azeite, focados numa lógica de qualidade ao invés da quantidade e que foram convidados, no Dia da Oliveira, para partilharem experiências com os estudantes da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. Na sessão esteve ainda Sandra Martins, da SM Cosmetology, empresa que nasceu nas Caldas em 2017 e se dedica à produção de cosméticos, usando, em muitos deles, o azeite.

David Correia, da Fonte da Bica, explicou que foi o seu avô que, em 1974, adquiriu um lagar antigo e já em 2009 foram obrigados a modernizar as instalações, até porque “era impossível produzir azeite virgem extra” naquele lagar. A trabalhar na restauração, em 2017, o jovem foi desafiado pelo pai a unir essa paixão ao negócio familiar. O projeto, que incluiu a criação de uma cozinha open space e sala de refeições, bem como um armazém e loja, foi inaugurado após a pandemia. Nessa fase começaram também a explorar o olivoturismo, com visitas guiadas e provas de azeite. Além de “enaltecer a marca”, é também “mais uma fonte de receitas”. Cerca de 95% dos visitantes são estrangeiros.
Como não têm olivais próprios, compram azeitona para transformar. Além de azeites monovarietais, produzem blends e estão a lançar uma “manteiga” de azeite e uma geleia de fruta com azeite.

Por sua vez, Pedro Rosário, da Ingrediente Mourisco, partilhou a história desta marca que tem seis anos e que abriu nas instalações da antiga cooperativa de Alvados, abandonada mais de 20 anos. A empresa tem perto de 18 hectares de olivais e apostam em não adicionar produtos ao olival, fazendo apenas curas leves à base de cobre. “Tudo começa no olival”, frisou Pedro Rosário, uma opinião corroborada por David Correia, que afirmou que perto de 90% “vem do fruto, e depois é o trabalho no lagar”.

Já Sandra Martins frisou aos alunos a importância desta matéria-prima para os seus produtos, nomeadamente para produzir óleos corporais, para o rosto e para o cabelo, mas também, por exemplo, sabonetes e bálsamos, champôs e condicionadores sólidos ou desodorizantes. E, por exemplo, o caroço da azeitona é moído e usado para esfoliante no sabonete. A empresária destacou os benefícios do azeite para a pele “que são imensos”, bem como as propriedades que tornam os produtos bastante estáveis em relação à oxidação, o que afeta a sua durabilidade. Nesse sentido, partilhou alguns dos exigentes testes a que os produtos são sujeitos e explicou que tem existido uma grande aposta no azeite como matéria-prima da cosmética, até tendo em conta a crescente procura por ingredientes de base vegetal e não animal. Em Portugal não existe tanto essa valorização na cosmética, “mas nos países anglo-saxónicos sim”.

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Edição #5625

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