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Natal – O renascer da vida

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António Marques
Técnico de Turismo

O natal nasce quando os povos antigos começaram a festejavam o despertar da vida no virar do ano e os dias começavam de novo a crescer.

A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja.

Somente no século 5º foi oficialmente ordenado que o Natal passaria a ser uma Festividade Cristã, no mesmo dia da secular tradição Romana que honrava o nascimento do Deus Sol.

O Natal organizado teve origem nas Grandes Festas da Brumália (25 de Dezembro), que seguiam as não menos famosas Saturnálias (17 a 24 de Dezembro) e comemorava o nascimento do deus sol, no dia mais curto do ano.

As festividades Pagãs das Saturnálias e Brumália estavam demasiadamente arraigadas nos costumes populares para serem suprimidos pela influência Cristã.

Antes do século 4º os cristãos eram poucos, embora estivessem em afirmação e crescimento, e eram perseguidos pelos governos e pelos pagãos.

Porém, com a Coroação do imperador Constantino (no século 4º) que se declarou Cristão, elevou o Cristianismo a um nível de igualdade com o Paganismo.

Tenhamos em conta que o Povo Romano tinha sido educado nos costumes Pagãos, sendo o principal, a Brumália celebrada a 25 de Dezembro que era uma festa de renascimento da vida muito especial.

Foi assim que pouco a pouco, assimilando as Saturninas e a Brumália, o Natal se introduziu-se no nosso mundo, assimilado pela Igreja Católica.

O PAI NATAL significa uma lenda baseada em Nicolau, bispo católico do século 5º, segundo a qual presenteava ocultamente três filhas de um homem pobre, dando origem ao costume de oferecer em segredo as prendas na véspera do dia de São Nicolau (6 de dezembro), data que depois foi transferida para o dia de Natal.

No desfolhar das estações do ano, a natureza vai-se vestindo de mil cores, dando forma à cultura dos povos, cimentando os costumes e as tradições que afinal constituem e animam a nossa existência.

São múltiplos e variados os sinais, os gestos as expressões e as mensagens que afirmam ser o Natal um dos mais belos acontecimentos que dá sentido às nossas vidas e oferece encanto e alegria às famílias e aos Amigos, essa outra família que nós voluntariamente abraçamos.

Dos tempos antigos e da história de Belém, herdamos as tradições, as formas e os gestos de celebrar todos os anos a Natividade.

Em pequenos nadas revelamos o nosso gosto e até a nossa arte, o encanto e a verdade com que festejamos o Natal, percorrendo os caminhos da proximidade entre os homens, num misto de efémero e absoluto que enche os nossos corações na noite da consoada.

O Natal sugere-nos atitudes e actos de generosidade para aqueles que nos rodeiam, e por isso lembramos as vítimas de todas as formas de agressão de todas as guerras.

Natal significa solidariedade, amor e carinho, no seio da família dos Amigos dos Colaboradores e também paz connosco e com os outros e um forte apelo à construção de um mundo melhor para todos, especialmente para os que sofrem com as doenças, as incompreensões, as injustiças morais e as necessidades materiais do dia a dia.

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Edição #5625

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