Quarta-feira, 14 _ Janeiro _ 2026, 5:12
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O futuro do Oeste começa na forma como o contamos

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David Vieira
Técnico de Comunicação

Durante anos, o Oeste foi construindo uma identidade própria, que ultrapassa fronteiras e mapas administrativos. É uma região que se reconhece na diversidade. Vai das ondas da Nazaré às muralhas de Óbidos. Passa pelas praias de Peniche, pelos pomares do Bombarral e pela indústria de Torres Vedras. Mesmo dividida entre dois distritos, Leiria e Lisboa, partilha um sentimento comum de pertença. Essa identidade, conquistada com o tempo, nem sempre se tem traduzido numa comunicação coerente. Falta-lhe unidade para afirmar o Oeste como um todo.

A comunicação regional não pode ser vista como a simples soma das comunicações locais. Cada concelho deve contar as suas próprias histórias, valorizar as suas gentes e promover os seus eventos. Mas é preciso um olhar mais integrado, que perceba que o sucesso de um concelho reforça o de todos os outros. Não há inimigos no território. Há vizinhos que partilham o mesmo destino. O desafio está em transformar essa vizinhança numa rede de cooperação comunicacional que amplifique a voz coletiva da região.

Ao longo dos últimos anos, a marca Oeste conquistou reconhecimento. Foi um trabalho paciente, de construção de imagem e de identidade. Porém, essa conquista não tem sido suficientemente aproveitada. Falta-lhe continuidade e uma narrativa agregadora que una o território sob um mesmo propósito, o de comunicar o Oeste como uma região inovadora, sustentável e com qualidade de vida.

A comunicação de território não se resume à promoção turística. É também comunicação económica, científica, cultural e social. É mostrar o que se faz de melhor nas empresas, nas escolas, nas autarquias e nas instituições que dão corpo à região. É dar visibilidade ao conhecimento e à criatividade que aqui nascem. E é, acima de tudo, criar um sentimento de orgulho coletivo, o de pertencer a um lugar que tem futuro.

É tempo de pensar num modelo de comunicação mais coordenado, eventualmente até num gabinete de comunicação regional, no seio da OesteCIM, por exemplo, que possa agregar e difundir as mensagens mais relevantes dos municípios e das suas comunidades, porque são o Oeste e porque fazem o Oeste. Um espaço que ajude a construir uma narrativa comum e a (re)posicionar o Oeste no mapa das regiões mais dinâmicas do País.

O Oeste é mais do que um nome geográfico construído nos últimos anos. É uma ideia de equilíbrio com identidade e de proximidade com talento. E, como todas as ideias, precisa de ser comunicada. Porque só comunicando em conjunto conseguiremos projetar o futuro que esta região merece.

Capitalizar as potencialidades é uma obrigação de todos.

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Edição #5625

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