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Sobre a rubrica Opinião Política Local

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Fiquei surpreendido por não ter visto a opinião de um representante da Concelhia do PS e pergunto: tal concelhia não existe de momento? Ou existe, foi contactada, mas resolveu não se pronunciar? Ou ainda: existe, mas a Gazeta resolveu não a contactar pelo motivo seguinte:….? Agradecia a vossa clarificação pois não faço a mínima ideia de qual destas é a alternativa certa ou se será uma quarta que nem considerei…
Em qualquer caso, fiquei também surpreendido por nesta nova secção serem ouvidos apenas “partidos” e movimentos similares que são sempre ouvidos, nomeadamente em campanhas eleitorais, em vez de serem ouvidos cidadãos anónimos e, eventualmente também, movimentos não políticos de cidadãos. Ouvir os cidadãos parecer-me-ia particularmente importante numa cidade como as Caldas da Rainha onde, até há pouco tempo, nunca tinha havido alternância democrática, e para a ter havido foi necessária uma cisão nos eleitos nas listas do PSD, que criaram o VM, seguindo, creio, o exemplo do MVC, pelo qual a falecida Maria Teresa Serrenho tinha já concorrido, sem sucesso, primeiro à presidência da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo (mas tendo sido eleita, então, deputada de Freguesia) e depois à Presidência da Câmara Municipal; e tendo organizado depois disso inúmeras sessões do imperdível (dia) “21 às 21” (horas) – sessões essas que se realizavam mensalmente na sala de reuniões da freguesia de Nossa Senhora do Pópulo). Note-se, aliás, que o MVC original foi criado de raiz como “movimento eleitoral de cidadãos independentes” (filiado na AMAI – Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes) e não era cisão de (eleitos por) nenhum partido. ■ Artur Ferreira da Silva

N.R. – A Gazeta das Caldas iniciou, na edição de 3 de setembro de 2026, a rubrica «Opinião Poder Local», com o propósito de dar um espaço regular e organizado às forças políticas com representatividade eleitoral nos concelhos da área de abrangência da Gazeta das Caldas, para que apresentem diretamente aos leitores a sua leitura da realidade local, as suas prioridades e propostas. Um canal direto entre a força política e o leitor.
Para garantir critérios objetivos e equitativos de participação, foram convidadas as forças políticas com representação nos órgãos autárquicos concelhios — Câmara Municipal ou Assembleia Municipal —, bem como outras forças políticas que, tendo concorrido às últimas eleições autárquicas, tenham representação parlamentar.
A ausência de partidos políticos ou grupos de cidadãos nas rubricas dedicadas ao concelho derivam do cumprimento dos critérios definidos ou então de não receptividade ao convite feito. No caso específico que refere, a Concelhia do Partido Socialista existe e já foi objeto de cobertura jornalística pela Gazeta das Caldas, mas o Partido Socialista não tem representação na Câmara Municipal, ou na Assembleia Municipal e não fez parte do conjunto de forças políticas que concorreram às últimas eleições autárquicas em Caldas da Rainha.
Quanto à segunda questão, tem razão em sublinhar que esta rubrica ouve forças políticas já representadas e não dá voz direta a cidadãos ou movimentos cívicos sem representação eleita. É uma opção editorial com um âmbito deliberadamente delimitado, que não substitui nem esgota a participação cívica. Essa participação tem na Gazeta, desde logo, o «Correio dos Leitores», aberto a cidadãos, associações e outras entidades, nos termos dos critérios de publicação do jornal. ■ Redação da Gazeta das Caldas

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Edição #5666

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