
A realização da petição foi uma iniciativa saída de uma reunião com a população promovida pelos partidos de esquerda.
No documento defende-se que o Conselho de Administração do futuro Centro Hospitalar do Oeste se mantenha nas Caldas e que seja tida em conta a actividade termal que tanta tradição tem na cidade, com a manutenção das valências com ela relacionadas.
Segue-se agora o processo de admissibilidade da petição, pela comissão parlamentar com competências em matéria de saúde e hospitais. Depois da admissão, há um prazo de 60 dias para que o documento seja discutido em plenário.
Depois da passagem pelo gabinete do vice-presidente da Assembleia da República, a comitiva caldense desdobrou-se em encontros com diversos grupos parlamentares: BE (deputado João Semedo), CDS-PP (Manuel Isaac e João Serpa Oliva), Os Verdes (José Luís Ferreira), PCP (Paula Santos) e PS (António Serrano e João Paulo Pedroso). “Estavam programados sete encontros, um com o vice-presidente e seis com os diferentes grupos parlamentares. Já chegámos um pouco atrasados ao primeiro encontro e a partir daí as coisas foram-se tornando muito difíceis, tanto mais que havia plenário com a presença do primeiro-ministro nessa tarde”, explica António Curado, que além de pertencer ao Conselho da Cidade é também director do serviço de Gastrenterologia do CHON.O encontro com o grupo parlamentar do PSD acabou por não se realizar nessa tarde, mas uma vez que seria a deputada Maria da Conceição Pereira a receber a comitiva, esta reunião acabou por se realizar dois dias depois, nas Caldas da Rainha. Ficou assim cumprido um dos objectivos que levou os caldenses ao Parlamento, tendo António Curado referido que “houve grande receptividade para as nossas justas preocupações”.
Quanto às expectativas sobre o efectivo resultado desta contestação popular, este médico acredita que “a solução está a ser repensada e esperamos que as Caldas e o Oeste no seu todo não sejam severamente fustigados como estava previsto”.
Depois dos abraços aos hospitais, realizados a 24 de Fevereiro, e da entrega da petição, começam já a surgir novas ideias para mais acções de contestação. “Mas ainda não há decisões concretas”, diz António Curado.
Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt








