A Semana do Zé Povinho

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notícias das CaldasNão é muito comum verem-se caldenses nas revistas de sociedade, ainda para mais a concorrer a distinções de personalidade do ano.
Mas o que parece improvável tornou-se repentinamente realidade, com a  indigitação entre os três nomes da categoria de artes plásticas para o prémio Personalidade Feminina Lux 2011 da ceramista e directora artística da Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, Elsa Rebelo.
Este prémio visa premiar o talento, a paixão e o profissionalismo da mulher portuguesa sendo já uma tradição que a revista Lux cumpre há vários anos.
Segundo esta publicação, a Dra. Elsa Rebelo é uma das grandes responsáveis pelo relançamento e pelo sucesso das louças Bordallo Pinheiro, o que foi reconhecido pelos leitores da Lux e pelos utilizadores do site lux.pt, que escolheram as 13 personalidades femininas que se distinguiram em 13 áreas distintas da sociedade portuguesa, da música às artes plásticas, passando pelo teatro, televisão e solidariedade. Entre as premiadas estiveram a actriz de cinema de Hollywood, Daniela Ruah, a consagrada actriz do teatro nacional Eunice Muñoz, a modelo Sara Sampaio ou a ministra Assunção Cristas.Zé Povinho saúda a ceramista Elsa Rebelo e destaca a sua modéstia de ter associado ao seu prémio todos os seus colegas que trabalham na fábrica caldense.


Zé Povinho ouviu esta semana o primeiro ministro, Dr. Passos Coelho, chamar piegas aos portugueses – povo que tem notícias das Caldasquase nove séculos de história –, defendendo que estes têm que ser mais exigentes em relação a eles próprios e certamente com os seus governantes.
Trata-se de uma boa ideia para enfrentar a trama que se está a congeminar nos gabinetes oficiais lisboetas sobre o Centro Hospitalar Oeste Norte, contra as Caldas da Rainha e o Oeste, como se soube através da Gazeta das Caldas da passada semana.
Só não se sabe é quem é o ordenante ou o inspirador desta reestruturação hospitalar, que quer encerrar serviços essenciais no hospital das Caldas que existiam desde a sua criação.
Zé Povinho bem se lembra que o Centro Hospitalar das Caldas da Rainha foi um dos primeiros a ser criado em Portugal ainda no tempo do anterior regime, por reconhecimento da sua importância e da história da assistência hospitalar no país desde o final do século XV.
Não pode, assim, um governo e um ministro, como o Dr. Paulo de Macedo, por mais independente que seja, borrifar-se para essa história – que lhe deveria merecer algum respeito – e anular por decisão administrativa sua ou dum seu serviço, uma realidade que tem séculos.
Como o primeiro ministro dizia, quando pensou nisto ou quando for decidir isto, deveria trincar fortemente a língua para se arrepender da injustiça e da falta de sentido de Estado e de serviço público. Zé Povinho confia que tudo isto não vá por diante, mas mais vale prevenir do que remediar.
Por tudo isto, Zé Povinho não pode deixar de penalizar o Dr. Paulo de Macedo (embora aprecie muitas das medidas que está a tomar para racionalizar os custos da saúde) pela ameaça que está a assumir para o hospital das Caldas da Rainha, cuja importância quer desvalorizar ameaçando transferir serviços fundamentais como a Cirurgia e a Pediatria, apesar dos scores superiores que tem.

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