
Caldas da Rainha foi uma das 42 cidades portuguesas que este ano se associaram ao Dia Europeu Sem Carros, um evento que pôs um ponto final na Semana Europeia da Mobilidade, assinalada entre 17 e 22 de Setembro. No passado sábado, diversas iniciativas trouxeram nova vida a algumas ruas e sensibilizaram miúdos e graúdos para a importância de repensar a forma como nos movimentamos, de forma a preservarmos a carteira e o meio ambiente.
Uma parte da Avenida da Independência Nacional esteve fechada ao trânsito. Em vez de carros, havia cestos de basquete, onde jovens se divertiam ao mesmo tempo que praticavam exercício físico. Uma unidade móvel de recolha de sangue desafiava quem por ali passava a dar um pouco de si para ajudar os mais doentes. Na Rua Dr. Leão Azedo, que nas últimas semanas esteve em obras, coube aos pequenitos “inaugurar” a agora rua pedonal, numa gincana.
Na Loja da Mobilidade, na Rua Heróis da Grande Guerra, davam-se informações sobre os meios de transporte públicos disponíveis na cidade, faziam-se medições de emissão de CO2, experimentavam-se bicicletas, motas eléctricas e apelava-se à utilização de veículos mais amigos do ambiente.
Caldenses satisfazem curiosidade com veículos eléctricos

De acordo com um estudo recente do Observador Cetelem, “82% dos portugueses está disposto a comprar um veículo eléctrico, antes mesmo de serem postos à disposição do público ou de o terem experimentado” ao passo que “76% dos consumidores acredita que o veículo elétrico irá permitir reduzir os custos de utilização com o automóvel”.
O estudo, divulgado no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, defende que “os portugueses estão prontos para a revolução dos eléctricos na mobilidade, têm uma boa imagem e encaram sem qualquer preocupação uma ruptura na relação com o automóvel tradicional”, sendo mesmo reconhecidos como “os mais entusiastas” com a chegada dos veículos eléctricos entre os portugueses. Num país onde os aumentos do preço dos combustíveis são notícia frequente, “70%dos portugueses admite vir a comprar um veículo eléctrico”.
Mas nem tudo é perfeito nesta solução para a mobilidade sustentável. O mesmo estudo diz que “em todos os países europeus analisados, possuir um veículo elétrico custa mais caro do que o veículo a gasolina”, uma conclusão tirada da análise dos custos de aquisição, despesas de manutenção, seguro e incentivos governamentais. “No caso específico de Portugal, o diferencial de preços é de 55% entre ambas as viaturas, sendo que os elétricos surgem como os mais dispendiosos”, realça ainda o Observador Cetelem.
Ainda assim, “os portugueses continuam a defender que o governo devia ajudar mais a indústria dos veículos elétricos”.
Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt








