Céu de Vidro recebeu desfile de vestidos de noivas da criadora caldense, propostas para o próximo ano
A criadora de moda Edite Norte apresentou no sábado, 29 de novembro, no Céu de Vidro, um desfile de vestidos de noiva que decorreu ao início da tarde, “uma hora adequada para se ver bem os tons das peças”, explicou a designer.
Treze modelos desfilaram 50 propostas, bem variadas, entre peças criadas pelo seu atelier, bem como outros que pertencem a marcas de vestidos de noiva, alemãs, italianas e norte-americanas que a loja caldense representa.
Segundo a estilista, vive-se atualmente em Portugal uma tendência minimalista que vai de acordo aos mini-weddings, apostando em pequenos eventos de 30 pessoas, para familiares e amigos mais próximos. “As noivas pedem hoje vestidos mais discretos, simples e resguardados”, contou a designer de moda, enquanto mostra alguns vestidos e capas, feitos no seu atelier, desenhados e cortados por Edite Norte.
Essas peças são feitas em tecidos nobres, concebidas ao gosto de cada cliente e são criações únicas.
Os vestidos das marcas estrangeiras começam nos 800 euros e podem depois chegar aos dois mil euros, consoante a riqueza dos tecidos e das rendas que o integram. Além dos vestidos, passou ainda um fato – de calça e top – para a noiva que também integrou o desfile no sábado, que foi assistido por dezenas de pessoas. “Custa abaixo dos mil euros e é de uma marca alemã que temos o exclusivo em Portugal há 20 anos”, disse Edite Norte que apostou numa mostra bem diversificada com detalhes para todos os gostos, com vários tipos de rendas e de tecidos nobres. Além das modelos jovens e altas, também participaram no desfile algumas amigas e clientes da marca caldense que têm idades e tamanhos variados. “Gosto de trabalhar com pessoas “reais””, acrescentou a caldense, uma das primeiras da região que se formou em Lisboa, no curso de Estilismo e Design de Moda.
Atualmente este setor vive dias difíceis, por causa do crescimento do comércio on-line.
Edite Norte agradece o facto de ter noivas “fiéis” que vão aconselhando os seus serviços a familiares e amigas. Esse “passa a palavra” tem sido muito importante para o seu negócio que já soma 34 anos.
A empresária também faz consultadoria de moda, ajudando as suas clientes a escolher acessórios e a compôr a proposta final, consoante a possibilidade financeira de cada bolsa.
Apesar de haver tendência para a simplicidade, há noivas que continuam a gostar de cor, brilho, muitas rendas e flores. Há até uma técnica recente, que faz parecer que as flores tenham volume pois estas são cosidas em cima de outra renda ou de outro bordado. “Faz um efeito 3D e adiciona notas de romantismo ao vestido”, disse. Outras clientes têm pedido ao seu atelier que transforme o vestido “que foi das suas mães”. E a estilista está pronta a atualizar os vestidos trazidos pelas suas clientes.





