Quarta-feira, 14 _ Outubro _ 2026, 9:43
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Feira da Saúde 2026 junta mais de 40 entidades

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Foram várias as atividades dinamizadas ao longo do dia

Edição deste ano começou na sexta-feira, dedicada à juventude, no Parque D. Carlos I. Termina, a 10 de outubro, na Expoeste

O antigo Passeio da Copa, no Parque D. Carlos I, albergou, na sexta-feira e domingo, os primeiros dias da Feira da Saúde, este ano dedicada ao Poder das Águas. Mais de quatro dezenas de entidades, entre elas a ULS do Oeste, dinamizam rastreios de saúde, palestras e sessões informativas, atividade física e movimento, bem-estar, relaxamento e conexão com a água; caminhadas, sessões sobre saúde mental e emocional, workshops e formação prática, sessões de literacia em saúde e ambiente.

O primeiro dia foi dedicado às crianças e jovens, com um programa que aliou aprendizagem e diversão através de atividades interativas, jogos, demonstrações e ações de sensibilização. O certame coincidiu com a caminhada do Agrupamento de Escolas Raul Proença, tendo contado com a presença dos mais de 2000 alunos que nela participaram, acompanhados por dezenas de docentes e auxiliares.

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Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara, Vítor Marques, realçou que a prática de desporto, mobilidade e hábitos de vida saudáveis são formas de prevenção da doença e melhoria da saúde. Esta feira, ao promover hábitos de vida saudáveis e alertando para a necessidade de correção de outros, permite que, depois, os problemas da saúde possam ser tratados de uma forma menos complexa, salientou. O primeiro dia, por receber essencialmente os mais novos, apostou muito na prevenção e sensibilização “que esperamos que surta efeito no futuro. É um caminho que se trabalha na juventude, para que eles geralmente possam fazer diferente e ter melhores resultados”, referiu o autarca.

Atualmente no concelho das Caldas existem 25 mil utentes sem médico de família. As alternativas passam pela teleconsulta, em que não tendo médico de família presencial, utentes das Caldas e das freguesias da Foz do Arelho, Santa Catarina e Alvorninha, têm acompanhamento, por marcação, com teleconsulta. O autarca espera que esta situação possa ser minorada, com a criação da USF modelo C (cujo concurso está a decorrer), que deverá dar resposta a cerca de 12 mil pessoas do concelho.
A primeira fase do estudo encomendado pela autarquia das Caldas para definir a localização do novo Hospital do Oeste deverá ser apresentada a 10 de outubro e o documento estará concluído até ao final do ano.

“Momento difícil para a saúde”
Também presente na cerimónia, o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, destacou a importância de se apostar na prevenção ao longo da vida. Lembrou que as Caldas atravessa um “momento particularmente difícil” em termos de saúde, com o Hospital Termal encerrado, a necessidade de construção de um Balneário Novo e também de respostas hospitalares para a população.

Fernando Costa defende não um, mas de dois hospitais “novos, melhorados ou ampliados” para o Oeste, tendo em conta o número de oestinos, que acredita, irão duplicar em algumas décadas. “Um único hospital não chega”, sustenta o também presidente da Assembleia Municipal caldense, que considera “um erro grave esta decisão da Câmara de querer um hospital só para todo o Oeste”. Fernando Costa reconhece que está “com muita dificuldade em falar com a Senhora Ministra [da Saúde], porque devia levar uma posição forte” e não é acompanhado pelo executivo caldense e as outras forças políticas, unânimes na defesa de um novo hospital.

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