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Maratona assinalou as suas seis décadas

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Uma tertúlia que teve momentos emotivos onde se recordaram várias fases do Maratona

Uma corrida, exposições, uma tertúlia e música ao vivo foram algumas das iniciativas que assinalaram os 60 anos do conhecido café restaurante

Sábado de manhã, 19 de setembro, perto das 10h00, o momento é de convívio e de recuperar forças, tomando o pequeno almoço no Café Maratona, após uma corrida pela cidade. Foi o fim da primeira iniciativa pensada por Zé Eloi, do Maratona, para assinalar o 60º aniversário do seu estabelecimento comercial.

Cerca de 60 pessoas fizeram parte da corrida pela cidade que passou por vários cafés históricos. Gustavo Pessa foi um dos participantes que ajudou Zé Eloi a marcar o percurso e que salientou que esta foi “uma iniciativa saudável que conseguiu juntar muita gente que habitualmente não corre”. Participaram jovens e adultos e até quem integra clubes de corrida.

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A corrida do aniversário passou por espaços emblemáticos como na Praça 25 de Abril, Avenida 1º de Maio e a Estação de Comboios. Em seguida, os corredores subiram a ponte metálica e dirigiram-se ao Café Bordalo, no Largo Pinto Basto. Passaram ao Pingo do Mel, à Praça 5 de Outubro, aos Cafés Ilha e Rosa. Incluiram o Cais do Parque, a pastelaria Machado e, seguindo pelo Largo do Termal, foram até ao Jardim D’Água e à Mata. Passaram nos cafés Baía e Central, sem esquecer a Praça da Fruta. A rota incluiu a R. de Camões e a da Goia, a Heróis da Gr. Guera, a R. das Montras, Cova da Onça, Rua do Jardim, a Leão Azedo, passando assim pelos Capristanos e Caldas Bar. Incluiu a Venézia, a Praça 5 de Outubro, o Túnel e o regresso ao Maratona para o “mata-bicho”. “Nalguns locais tivemos que abrandar pois o coletivo era grande e tivemos que parar para agrupar”, contou o empresário explicando que todos os cafés foram sinalizados com simbologia desta especial rota, dedicada aos Cafés Históricos.

“Foi muito giro e estava bem organizado”, disse umas das parrticipantes, Ana Batista. Para uma próxima corrida, Deolinda Lopes deixou a sugestão de haver abastecimentos pontuais nos cafés participantes. Catarina Trindade salientou que a iniciativa permitiu conhecer zonas da cidade. Matilde Pires, 15 anos, também gostou de participar e está pronta para repetir dose. À Gazeta salientou o facto de ter passado por cafés que ainda não conhecia. Todas apreciaram o convívio e querem participar numa próxima corrida.

A Galeria 24 Horas, instalada na esplanada do Maratona, alberga uma exposição de fotografias históricas de várias fases do Maratona. Dentro do café está uma segunda mostra do fotógrafo Romeu Marques, dedicada aos eventos que decorrem neste estabelecimento comercial.

A tertúlia “Maratona 60 anos de História e histórias” contou com a participante de José Eloi Vale, João Margarido, Maria Helena Palma, Mário Tavares, Joana Falcão, José Luís Almeida Silva, Maria da Graça e Ana Velho Vale. Foram recordados momentos do início da casa, que começou a funcionar em 1966.

No início o espaço tinha uma pista de carros elétricos telecomandados. Em 1971 reabriu apostando num Salão de Jogos primeiro com mesas de bilhar, e depois de snooker. Em 1980 passa a ser gerida pelos pais de José Eloi. É de sua iniciativa a transformação da Sala de Jogos em restaurante em 2009.

Frequentadores da pista de carros, do salão de jogos e do café partilharam os seus testemunhos, numa sessão emotiva pois contou com a intervenção de familiares e antiga funcionária que se mantém ligada ao Maratona. Os restantes, com várias idades, contaram estórias que os liga ao local até hoje.

O grupo das professoras, as corridas e as competições na sala de jogos e o facto de café emprestar cadeiras para acontecimentos desportivos foram alguns dos temas focados nesta tertúlia onde se concluiu que se tomam decisões importantes relativas a vários setores da cidade em reuniões feitas neste espaço. “Dá trabalho e mexe com as nossas emoções”, sintetizou Zé Eloi. À mesa da tertúlia estiveram pessoas com idades entre os 94 e os 40 anos e gente a assistir das mais diversas idades. Há filhos e netos dos frequentadores do Maratona onde “o doutor e o mecânico eram iguais na Sala de Jogos”, rematou.

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