Evento visa integrar a comunidade migrante e contou com 11 artistas de nove países
Almendra Sol é uma artista vinda do Brasil, mas nascida na Argentina, que há está há oito em anos em Portugal, os últimos três, a caminho dos quatro, já passados nas Caldas, e em particular na Foz do Arelho, onde vive. Amante do mar e de tudo o que em torno dele gira, faz esculturas de papel de animais marinhos, que estiveram a alegrar uma das 11 bancas que constaram do Mercadinho Intercultural, que decorreu no Céu de Vidro, no sábado, dia 13.
Trata-se da segunda edição de “O Mundo na nossa Rua – Mercadinho Intercultural”, organizado pelo Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM) das Caldas. A iniciativa tem como propósito “promover a integração da comunidade migrante no concelho e fomentar o espírito empreendedor”, informa a câmara.
Houve artesanato, cerâmica, pintura, decoração, vestuário e doçaria confecionada pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. Entre os países representados estiveram Angola, EUA, Turquia, Argentina, Brasil, Canadá, Moldávia e Inglaterra. “O balanço é bastante positivo”, frisa o município.
Para Almendra Sol, esta é já a segunda vez neste evento. “Este ano voltaram a convidar-me e fiquei muito agradecida”, considerando “interessante a cidade ter a iniciativa de juntar as pessoas de fora para demonstrar o seu trabalho e trazer um pouco da cultura de outros lugares, novas ideias, as histórias das pessoas…”
Filha de joalheiros, cresceu no meio dos trabalhos manuais e também seguiu o percurso artístico. Formou-se em design e afirma que, por enquanto, a arte é um hobby, mas deseja profissionalizá-la e abrir o seu atelier.
A experiência das Caldas tem sido um sucesso, onde Almendra aproveita o mar não só para se inspirar, mas também para surfar, ao lado do marido. “Foi aqui nas Caldas que comecei a misturar-me mais com este mundo do artesanato. Eu sou artista desde sempre, mas não participava assim ativamente das feiras”, conta ainda, acrescentando que faz parte da Associação de Artesãos das Caldas e que tenta marcar sempre presença nos vários mercados do concelho, com as suas esculturas feitas a partir de jornal ou outro tipo de papel velho, e com arames que também iriam para o lixo, que tantas vezes vai parar ao mar.
Megan Smith mudou-se dos Estados Unidos para as Caldas há quase quatro anos, e diz que aqui, ao contrário do que esperava, tem desenvolvido um velho hobby que aprendeu por si própria: a cerâmica. Integra o Studio Ce, sito na Travessa da Água Quente, números 5 e 9, perto da Praça 5 de Outubro, um atelier com sete artistas, cinco dos quais ceramistas, entre os quais se encontra. Há portugueses, um brasileiro, um turco e ela. “Fiz cerâmica durante vários anos nos EUA, trabalhava principalmente por minha conta, e, honestamente, quando me mudei para Portugal, estava a fazer uma pequena pausa da cerâmica. Mas depois acabei nas Caldas, a cidade da cerâmica, e estou a adorar trabalhar com outras pessoas, conhecer os estilos diferentes de todos, e tenho-me sentido tão inspirada para experimentar coisas diferentes”, conta, animada.
É o quarto mercado que aqui faz, tendo sido uma boa experiência no que toca à projeção e a poder conhecer outras pessoas.
“Contamos realizar outro mercadinho de natal no próximo ano”, remata o município.









