
De um total de 26 finalistas seleccionados, Filipa Prudêncio foi a premiada, recebendo 3000 euros. “Este é um prémio muito importante para mim porque representa o reconhecimento atribuído pela universidade onde me licenciei e doutorei”, disse à Gazeta das Caldas.Além disso, o prémio serve ainda de motivação para continuar a trabalhar em ciência, acrescenta a caldense, já que “em Portugal a situação não está nada fácil”. Também no ano passado, Filipa Prudêncio foi reconhecida com o prémio do melhor trabalho de doutoramento na conferência internacional URSI GASS – Assembleia Geral e Simpósio Científico da União Internacional da Rádio Ciência.
A tese de doutoramento da investigadora baseou-se no estudo de ondas electromagnéticas em metamateriais não recíprocos através de uma nova abordagem geométrica e matemática. Estes materiais são produzidos artificialmente e têm propriedades físicas que não são normalmente encontradas na natureza, o que faz com que a sua forma, geometria, tamanho, orientação e disposição possam afectar as ondas de luz ou som de maneira não observável em materiais naturais.
A atribuição do prémio teve também como objetivo homenagear o professor Manuel Abreu Faro, professor na área de Telecomunicações do Instituto Superior Técnico e importante impulsionador da Ciência em Portugal, principalmente na área das Telecomunicações, Electrónica e Computadores.
Maria Beatriz Raposo
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