Tomás Sá, Tatiana Lopes, Adriana Santos e Margarida Nobre foram os finalistas do curso de Técnicas de Cozinha e Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste que confeccionaram, no passado dia 7 de Dezembro, o último menu do projecto “Raízes” de 2017.
Itália, França, Alemanha, Grécia e Espanha foram os países que já inspiraram as ementas deste ano, que terminou com uma refeição que colocou a Noruega à mesa. Salmão fumado com espuma de beterraba, bacalhau fresco com mousse de cogumelos e veado do bosque com castanhas e puré de maçã foram os três pratos confeccionados pelos alunos. A orientá-los na cozinha esteve o chefe Tiago Costa, professor na Escola. “A Noruega é um país onde se trabalha muito o peixe, mas sobretudo produtos do bosque porque os noruegueses têm muito o hábito de saírem para passeios aos fins-de-semana para apanharem cogumelos ou caçarem, por exemplo, acabando por cozinhar com base nesses produtos”, explicou o responsável.
A carne de veado não consta da gastronomia tradicional portuguesa, ao contrário do bacalhau. “Só que enquanto nós o consumimos salgado, os noruegueses compram-no fresco”, acrescentou Tiago Costa, revelando como foi cozinhado: primeiro foi marinado, depois salteado e então terminado no forno a temperaturas baixas para ficar suculento.
Mas o maior desafio para os jovens aprendizes foi mesmo a sobremesa: uma versão mais pequena do bolo tradicional norueguês kransekake, que é típico em ocasiões festivas como casamentos, baptizados, Natal e ano novo. Este é feito à base de farinha de amêndoa, açúcar e claras e consiste numa série de aros empilhados uns nos outros. “Não foi nada fácil encontrarmos uma sobremesa tradicional que fosse tecnicamente acessível”, realçou o chefe.
O D. Ermelinda Branco 2015 e o Memória Tinto 2012 foram os vinhos que acompanharam a refeição. Antes do almoço foi servido vinho quente (glogg), uma bebida típica feita com vinho tinto e especiarias e que tradicionalmente é consumida no Inverno nos países da Europa Central e Nórdicos. [showhide]
Diogo Faustino, das Caldas da Rainha: “O turismo hoje em dia não está só em Lisboa, Porto ou Algarve”

“Decidi dar-lhes ouvidos e há três anos inscrevi-me nesta escola”, contou o jovem, que actualmente concilia as aulas na EHTO com o trabalho aos fins-de-semana no restaurante Sabores d’Itália, o único caldense que faz parte do Guia Michelin. “Tenho aprendido muito, mas ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade porque trabalho num dos restaurantes mais conceituados da região onde o rigor do serviço é enorme”, acrescentou Diogo Faustino, revelando que a maioria dos clientes que atende são estrangeiros. Um factor que o obriga a dominar várias línguas e a bem conhecer as culturas, uma vez que há nacionalidades que obrigam a um atendimento diferenciado. Os belgas, por exemplo, têm o hábito de fazer uma pausa maior entre os pratos para tomar uma bebida.
No futuro, o finalista gostaria de continuar a trabalhar neste restaurante caldense para adquirir novos conhecimentos e então mais tarde tornar-se chefe de sala, o seu grande sonho. “Não descarto a possibilidade de ir para o estrangeiro, mas se tiver propostas na região gostaria de aqui ficar. O turismo hoje em dia não é só no Algarve, Porto ou Lisboa, temos cada vez mais estrangeiros a escolherem o Oeste”, acrescentou Diogo Faustino. [/showhide]





