PATO “preocupada” com perda de docente destacada

0
19
A partir de janeiro os docentes devem regressar às escolas de origem

Associação considera que decisão do governo coloca em causa a coerência das políticas públicas e apela à sua reavaliação urgente

A Associação de Defesa do Paul de Tornada – PATO manifesta a sua “profunda preocupação” face à decisão do Ministério da Educação, Ciência e Inovação de determinar o “regresso forçado” de três docentes integrados na Rede Nacional de Professores Coordenadores de Projetos de Educação Ambiental, às respetivas escolas de origem, interrompendo a sua mobilidade estatutária em Organizações Não-Governamentais de Ambiente (ONGA), o que deverá acontecer em janeiro. De acordo com um comunicado emitido pela associação, a docente em mobilidade na PATO foi notificada para cessar a mobilidade, o que significa que a associação irá “perder o apoio técnico e pedagógico vital para os seus projetos de educação ambiental já a partir do início do ano 2026”.

A decisão, que consideram ter um “impacto estatístico nulo na resolução da crise estrutural do sistema educativo”, acarreta, por outro lado, consequências “profundamente negativas e imediatas” na garantia da Educação Ambiental junto das comunidades escolares. “Sacrificar uma rede estratégica e altamente especializada para um ganho administrativo residual não constitui uma solução eficaz nem sustentável”, refere a associação, fazendo notar que a decisão é contraditória aos compromissos assumidos pelo Estado no que respeita aos instrumentos estruturantes das políticas públicas, que reconhecem o papel das ONGA e da mobilidade docente como “mecanismos essenciais para a concretização da Educação Ambiental e da cidadania ativa em todos os níveis de ensino, com particular relevância no 1º ciclo”.

- publicidade -

Neste ano letivo, há oito docentes colocados em organizações não governamentais de Ambiente. No caso da PATO, a docente em mobilidade assegurava a coordenação pedagógica de projetos de Educação Ambiental de âmbito local e nacional, desenvolvidos ao abrigo de protocolos com municípios, empresas e entidades públicas, muitos já calendarizados para este ano letivo.

A associação considera que esta decisão coloca em causa a coerência das políticas públicas e apela à reavaliação urgente da decisão.

Loading

- publicidade -