Instituição quase centenária tinha o dinheiro, mas enfrentou dificuldades para encontrar empreiteiro para obras da cozinha
“A Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha está de boa saúde e preparada para avançar com as obras da cozinha”, referiu a provedora Maria da Conceição Pereira, à margem do convívio de Natal, na tarde de sábado, dia 13. À Gazeta das Caldas esclareceu que para a obra da cozinha, apoiada pelo PRR, abriram dois concursos públicos, que ficaram desertos. Entretanto, fizeram três convites a empreiteiros e esta semana receberam uma… prenda de Natal, com a apresentação de uma candidatura.
“Já queríamos que a obra estivesse a decorrer”, admitiu, notando que têm fundos para a fazer. “Estamos a perspetivar a também transformação da Casa de Repouso em ERPI e o projeto está praticamente concluído”, para ser entregue até ao final deste mês na Segurança Social e receber um parecer. A instituição está salvaguardada do ponto de vista do financiamento, dado que tem património reservado para ser vendido, mas apenas para investimento. “Estamos a caminho dos cem anos e seria uma grande alegria ter esta casa remodelada” nessa data. Para as comemorações iniciaram um protocolo com o PH para organizar o arquivo histórico e em breve será criada a comissão que envolverá várias entidades.
Com a exigência deste trabalho e a baixa remuneração, bem como o facto de ser um serviço 24 horas por dia, que exige que se trabalhe por turnos, nota que “não é fácil encontrar pessoas”. E se as tecnologias são úteis em várias áreas da instituição, no apoio social o contacto humano é fundamental.
A Santa Casa tem cerca de 150 trabalhadores, o que significa que, anualmente, se pagam entre 2,5 a 2,7 milhões de euros de salários. “Há uma gestão exigente para manter o foco na qualidade”, afirmou, realçando que “a SCMCR é a instituição mais antiga nesta área social e a que tem mais valências, abrimos em agosto uma nova resposta e já temos três jovens a habitar na residência, temos apenas uma vaga”.
A festa decorreu no ginásio da instituição praticamente lotado e com uma novidade: o regresso das máscaras de proteção. A medida não era obrigatória, mas recomendada, no próprio dia, pela DGS, para dar resposta ao aumento dos casos de gripe, sendo respeitada pela maioria. Conceição Pereira, admitiu que “estamos a viver um momento difícil” devido ao aumento dos casos de gripe. “A situação está complicada na vizinha Espanha e está a começar a chegar em força a Portugal”, referiu, notando que os funcionários e os utentes mais idosos estão vacinados.
Esta foi “uma festa simples, mas bonita, que falou do Natal”. Na Santa Casa “todos os dias temos que dar a esta casa o sentido do Natal, da família, do amor, da solidariedade”. A festa contou com a animação dos trabalhadores da instituição, entre os quais a já habitual atuação da Cila da Copa. O Pai Natal foi Mel, jovem apoiada pela instituição que está a terminar a licenciatura em Marketing e Publicidade no IPL e é representante da SCMCR e do distrito junto da secretaria de Estado da Segurança Social. “Merece uma salva de palmas, porque é uma força da natureza”, afirmou.






