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Associações de Nadadores Salvadores da região preparam a época balnear

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As associações apelam ao bom-senso e civismo dos banhistas e aguardam manual de procedimentos deverá sair no final da primeira semana de Maio, mas garantem que, apesar das restrições, será seguro ir a banhos nas praias concessionadas.

“As pessoas vão poder banhar-se, com segurança”, garante Filipe Vieira, da Oeste Rescue, associação de nadadores-salvadores, apelando ainda assim ao “bom-senso e proactividade dos utentes das praias” para os meses de Verão.
Relativamente à Foz do Arelho existe uma “concertação entre a associação de nadadores salvadores, os concessionários e os bombeiros e uma aposta para que tudo dê certo, sempre com o apoio da Câmara, que tem acompanhado toda a situação”, revelou o dirigente à Gazeta das Caldas, fazendo notar que ali existe “um areal imenso, que permite o distanciamento, sendo que quanto maior for a proximidade às áreas concessionadas, mais fácil é para o nadador salvador”.
“São 300 metros de frente marítima, com 200 metros de praia lacustre”, salientou.
A associação, que tem âmbito nacional, mas cuja principal incidência está nas capitanias da Nazaré e de Peniche, tem 106 nadadores salvadores e conta “ter elementos suficientes disponíveis para assegurar” as concessões que tem garantido.
Tratam-se das praias de São Martinho do Porto, da Foz do Arelho (tanto a frente marítima, como a praia lacustre), Supertubos, do Areal, Porto Novo, Santa Rita Norte e Santa Rita Sul, do Mirante e da Formosa, assim como as piscinas de Salir do Porto, do Vimeiro (no Golf Mar Hotel) e do Pisão, assim como um projecto com a Câmara de Torres Vedras uma carrinha.
Para dar cobertura a estas concessões são necessários 56 nadadores-salvadores em permanência, o que significa que trabalham com entre 60 e 71.
A associação está a trabalhar para garantir que consegue fornecer os equipamentos de protecção individual (EPI) aos nadadores até ao início da época balnear. Até lá irá também dar formação específica para o cenário actual.
É que esta situação traz “um risco acrescido”, uma vez que “no exercício das funções de nadador salvador há sempre contacto, é inevitável”.
No caso dos resgates em meio aquático uma das estratégias a ser pensadas é que um nadador faça o resgate e transporte para terra, onde um outro nadador, com EPI, tome conta da ocorrência até à chegada de ajuda diferenciada. Depois, o primeiro nadador segue na ambulância e vai fazer um teste de despistagem, aguardando em casa pelo resultado.
A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores alertou recentemente para a possibilidade de não existirem este ano profissionais suficientes.
Nas Caldas existe um curso suspenso, com 26 inscritos, e em Rio Maior também uma formação está suspensa. Nestes casos está a ser pensada a possibilidade de ainda serem finalizados. Depois existem cursos cancelados em Leiria, Pataias, Nazaré, Alcobaça, Óbidos, Peniche e Torres Vedras.
Daniel Meco, da Associação de Nadadores Salvadores da Nazaré, disse à Gazeta que acredita que “vai haver falta de nadadores salvadores”, mostrando-se “muito preocupado com a situação”. “Tínhamos um curso previsto para 11 de Maio que poderá ser a tábua de salvação”, apontou o responsável, revelando que já remeteram um e-mail à Câmara da Nazaré a propor que a época balnear (que ali se costuma iniciar a 1 ou 15 de Junho) comece mais tarde este ano.
“Temos dois problemas: um é a falta de nadadores salvadores e dos cursos de formação e outro é o prolongamento das aulas e exames que provavelmente irá existir e que é um constrangimento porque a maior parte dos nadadores que vêm fazer o reforço de Verão são estudantes”, sustenta.
Daniel Meco assegura que conseguem “colmatar a situação até 31 de Junho” com os 16 nadadores salvadores que têm disponíveis. O grande problema será a partir daí, quando se realiza o reforço da segurança face ao aumento dos banhistas e o contingente atinge as duas dezenas. “Faltam-nos quatro ou cinco nadadores salvadores e estamos bastante preocupados, a tentar colmatar essa situação”.
Também esta associação irá dar formação específica para este contexto. “Estamos preocupados em perceber a melhor maneira de salvaguardar o nadador em salvamentos em água, porque não pode levar a máscara, pelo que provavelmente será necessário um maior critério preventivo”, sublinha.
“Ainda faltam dois meses e espero que exista bom-senso e que não haja um

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Edição #5626

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