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Linhas estratégicas sobre a era pós-Covid-19

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Apresento algumas linhas estratégicas para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida na era pós-Covid-19.
Separar o mais possível as áreas funcionais (habitação, indústria, comércio) e estas das vias de comunicação. Há bairros residenciais que estão literalmente no meio de vias de circulação saturadas, poluídas e com níveis de ruído incompatíveis com a função residencial.
As áreas residenciais devem prever edifícios bem isolados do ponto de vista sonoro, acima de tudo, principalmente dos ruídos interiores de apartamentos ou de edifícios vizinhos. As densidades devem ser baixas, adequadas e ao longo do tempo as condições iniciais devem ser preservadas em ordem a não gorar as expectativas iniciais de quem se instala em primeiro lugar. (…)
As áreas comerciais devem estar separadas das áreas residenciais, pois há sempre um assinalável incremento de ruídos e movimento de veículos motorizados que retiram qualidade de vida à função habitacional. Devem estar em áreas periféricas nas cidades e também servidas por ciclovias.
Se é aprovado um bairro residencial numa entrada importante de uma cidade média, deve-se respeitar essa decisão e limitar e restringir este acesso automóvel, procurando alternativas para este. Ou então, não tivessem aprovado esse bairro.
Os “campos caninos” devem estar separados dos parques de fitness e complexos desportivos e estes nunca devem estar contíguos a vias de comunicação de intensidade grande ou média de tráfego.
Também é preferível ter vários pequenos complexos desportivos do que um único (…).
Não promover espetáculos ou eventos que impliquem a concentração e aglomeração de pessoas em parques verdes já existentes, pois tal implica a restrição sazonal do seu acesso aos habitantes que tanto deles necessitam.
Os autarcas devem ter a responsabilidade que não devem promover o crescimento a todo o custo, desmesurado, o obreirismo cego! A prova de que este crescimento foi excessivo está na situação verificada após a implementação das medidas do estado de emergência: As vias de comunicação continuam com tráfego relativamente elevado e produz ainda o desconforto para todos quantos andam a pé, de bicicleta ou residem nas imediações, o que demonstra bem o grau de saturação que há muito tinha ultrapassado a capacidade de carga. (…)
Muitas vezes a concentração de atividades e funções em áreas já saturadas, implica um aumento da população presente, o que não deixa de ser um sério incómodo para a população residente, que assim deixa de se identificar com seu espaço e estabelecer laços afetivos que podem facilitar a harmonia, felicidade e convivência saudável.
Tendencialmente, as áreas envolventes que servem bairros residenciais devem ser reconvertidas para área privada de condomínio semi-fechado, desviando e sacrificando vias de comunicação, promovendo o uso alternativo de vias já existentes (…).
É preciso parar de promover o crescimento urbano da mesma forma como uma aldeia nasceu: ao longo de vias de comunicação. As mais valias geradas pelas vias de comunicação devem ser alvo de imediata desvalorização pelo município, expropriando ou antecipando-se preferencialmente para as referidas áreas de valorização das áreas residenciais: espaços verdes, parques de fitness, ciclovias.
(…) As alterações climáticas tendem a tornar as cidades muito mais quentes, em especial no Verão. A cidade precisa do “campo” porque pode não ser suficiente a área verde interior nas cidades, pois o “peso” do passado é tal que ainda vai levar muitas décadas para reconverter o interior destas áreas citadinas. Por isso, ciclovias, pequenas vias com utilização exclusiva de bicicleta devem ligar as cidades ao campo envolvente com pelo menos uma dezena de alternativas, tendo em conta que ao longo de 360º já existem algumas destas vias ainda que de forma embrionária que podem ser reabilitadas. Um aspeto importante neste aspeto é que deve-se ter atenção as atividades agrícolas e os tempos de pulverização, podendo prever-se nestes casos uma interdição durante algumas horas, dias ou semanas. Deve existir urgentemente uma legislação sobre o ruído de cães nas áreas rurais. Não é admissível que um ciclista que dê um pequeno passeio higiénico (…) nas áreas rurais e seja assediado por, praticamente em 80% das casas por onde passa, por um ruído de latir de cães extremamente desagradável, tend

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Edição #5625

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