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Agravamento das condições sociais aumenta abandono

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A crise intensificou o problema do abandono de animais de estimação e trouxe,
ao mesmo tempo, a diminuição de apoios às associações de protecção animal.

A pandemia de Covid-19 está a afectar a capacidade financeira das famílias e essa é uma condição que, por norma, faz aumentar o abandono dos animais de estimação, ou os pedidos de ajuda às instituições de apoio aos animais.
Esta é uma realidade que as instituições do concelho das Caldas da Rainha estão a testemunhar.
Segundo a CRAPAA – Caldas da Rainha Associação de Protecção de Animais Abandonados, a contabilidade dos abandonos está em níveis idênticos aos do ano passado por esta altura. O problema é que estes já eram elevados. “Devido à pandemia, muitas famílias perderam as suas bases financeiras e em consequência temos recebido muitos apelos para acolher os seus animais”, refere Milene Ferreira, da associação. Os casos reportam a famílias que ficaram sem habitação e que não têm onde colocar os seus patudos, “porque nem mesmo eles sabem onde vão viver”. À CRAPAA têm chegado igualmente apelos de cães perdidos/ abandonados nas ruas e ainda pedidos de ajuda para a alimentação dos animais de pessoas que não os querem abandonar, mas que têm dificuldades financeiras para garantir o seu bem-estar.
“Como associação, sentimos que por vezes parecemos um pouco frios, mas não conseguimos abranger tudo, não conseguimos ajudar e chegar a todo o lado”, sustenta.
No primeiro trimestre deste ano, a associação já recolheu 37 cães.
Na Rede Leonardo a situação não é diferente. “Notámos logo em Janeiro um aumento de animais abandonados”, refere Ana Paula Tavares. Desde o início do ano a associação resgatou 13 canídeos e 10 felinos adultos e, recentemente, 21 gatinhos bebés. “E sabemos de mais a precisarem de resgate”, acrescenta.
Se a situação já é de si difícil de gerir, complica-se para as associações uma vez que não podem realizar campanhas em supermercados, “que eram a nossa grande fonte para ter alimentação e outros bens para o abrigo”, refere Milene Ferreira, da CRAPAA, acrescentando que também os donativos estão a diminuir. Além disso, as associações deixaram de poder participar em eventos e campanhas de rua. “Se a população não nos apoiar, nós não conseguimos ajudar”, realça.
Contudo, nem tudo é parece ser mau. “Tivemos mais famílias a querer ser família de acolhimento temporário (FAT) e os adotados também aumentaram”, refere Milene Ferreira. Que acrescenta ainda um lado positivo num dado negativo. É que alguns dos animais abandonados tinham sinais de maus-tratos e têm agora possibilidade de ter uma vida mais feliz.
Apesar de estar num cenário de lotação do seu abrigo, a CRAPAA sublinha que não desaperta nos critérios de adopção. “Vamos até ao núcleo da família, vamos conhecer as futuras casas e os animais ficam à experiência durante 15 dias, só após esse tempo é que oficializamos as adopções”, explica. Além disso, a esterilização é obrigatória, como modo de controlar o número de ninhadas abandonadas. Só este ano a associação já recolheu quatro ninhadas, com 28 cães no total.
Os interessados em apoiar as instituições, pode contactá-las pelos e-mails crapaa.animal@gmail.com e assoaciao@redeleonardo.pt.

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Edição #5626

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