
Tiago Cunha é o único artista do grupo que trabalha em cerâmica e habitualmente cria as suas esculturas em faiança. Sendo um fã confesso de Bordalo, Tiago Cunha destaca do seu trabalho “a iconoclastia, a ironia, o espírito crítico, as cores e o grande amor que tinha ao material e à arte escultórica”.
Em relação à primeira visita que fez em 2009, este artista brasileiro diz-se feliz por tudo “ter tido um bom resultado com a nova gestão” e, por isso, espera agora que “a fábrica possa ter uma vida longa”.
O autor salientou o trabalho de equipa e a colaboração que sentiu junto dos trabalhadores da fábrica. Tiago Cunha dedica-se apenas ao seu trabalho artístico e considera que Bordalo Pinheiro poderia ser mais conhecido no Brasil. “Ele é conhecido mas poderia ser muito mais e já que a própria trajectória de Bordalo entrelaça Brasil e Portugal espero que esta iniciativa o volte a fazer”.
Para Erika Versutti esta está a ser uma oportunidade “muito legal e bacana”. A artista plástica que trabalha com escultura em bronze e diz que “adorei a experiência de trabalhar a cerâmica, a minha cabeça está cheia de imagens novas, coisas que acabei de ver e que me servirão para outros trabalhos”, disse a autora.
Erika Versutti salientou o facto de também trabalhar com moldes e também usa legumes e frutas nas suas obras, usando um método semelhante ao que Bordalo fazia com os animais. “O trabalho que vou propor é uma espécie de parceria entre o meu trabalho e o de Bordalo, é assim que o sinto”, contou a artista que vive em S. Paulo.
O que mais admira em Bordalo Pinheiro? “A variedade e a fluência nas suas obras e ainda a liberdade com que se expressava e que é algo que qualquer artista anseia”, rematou.
Efrain Almeida dedica-se à escultura e ao desenho e já expôs várias vezes em Portugal, em Lisboa e no Porto. É do Rio de Janeiro e dedica-se à escultura e ao desenho e está muito satisfeito em ter sido convidado a pertencer ao grupo de 16 artistas brasileiros bordalianos.
Participar neste projecto “permite-nos contactar com uma obra incrível que vai ser sempre actual”, disse referindo-se a obra de Bordalo. Efrain Almeida acha que apesar das suas peças terem sido feitas num determinado período “não é datado, ele acaba por ser sempre renovador”.
Efrain Almeida encontra algumas afinidades com o seu próprio trabalho já que do seu imaginário também fazem parte os animais. “No meu trabalho há aspectos autobiográficos pois retrato os animais que existem na terra onde nasci”, contou o autor que gostou da estadia nas Caldas. Sublinhou o bom trabalho desenvolvido com a equipa de trabalhadores da fábrica “que têm os conhecimentos técnicos e que nos ajudam a desenvolver os nossos projectos”.
Isabeal Cateto é estilista e está a achar o projecto “super interessante”. Diz-se apaixonada pela obra de Bordalo e que até tem algumas peças da fábrica em sua casa. Também gosta das Caldas, da Foz do Arelho e das inspirações que trouxe da vista a vários caldenses.
Segundo Elsa Rebelo o grupo de quatro artistas também visitaram outros empresas do grupo e segundo a directora artística da fábrica, pelo desenvolvimento das peças dos autores “está mais do que confirmado: a obra de Bordalo é contemporânea!”.
Em breve virão para Caldas mais artistas brasileiros do grupo dos 16 escolhidos-








