
Neste período, a China não se imiscuiu diretamente nos conflitos militares internacionais, aproveitando para investir valores milionários em infraestruturas no seu território, especialmente em transportes com a construção de modernas vias de comboios de alta velocidade de milhares de quilómetros, modernizando aeroportos e portos de mar gigantescos e eficientes para servir as exportações, naquilo que terá sido a sua estratégia da nova rota da seda, etc.
Nestes últimos anos tivemos uma verdadeira lição prática de estratégia política económica internacional, misturada com a afirmação de controversas ações em que países defensores da economia global se fechavam à globalização e outros, que ideologicamente estiveram fechados muitos anos a esta fórmula, se abriam e defendiam esse liberalismo económico mesmo que internamente praticassem o condicionamento e intervencionismo económico, como é o caso da China (e de outros países asiáticos), por nós sentido diariamente à nossa porta.
É a este novo paradigma que vamos ser obrigados a responder, mesmo nos países pequenos com economias débeis devido à fraca dimensão, mas integrados em economias mais vastas como estamos nós, independentemente de todas as “bazucas” que nos caiam milagrosamente ou não.
Será possível compreender isto e agir de modo a enfrentar e ultrapassar estas questões? ■







