
Caldas da Rainha é o concelho que apresenta os piores resultados, com 2885 desempregados, continuando com números acima de Alcobaça que tem maior número de habitantes.
Mas o presente momento é o mais trágico em termos de desemprego (desde que há dados estatísticos), uma vez que estes seis concelhos apresentam um agravamento em 57,5% nos últimos quatro anos, com Alcobaça a registar o maior agravamento (70%) e a Nazaré (“apenas” mais 28,5%) neste período. Os restantes 
Mas se analisarmos mais de perto os dados de Dezembro de 2011 verificamos que a maioria dos desempregados tem menos de um ano de registo nos centros de emprego, variando entre os 64,7% de Óbidos e os 76,2% da Nazaré. Significa que presentemente o desemprego de longa duração nesta região tem uma incidência de menos de um terço do total dos desempregos.
Também pelos dados de Dezembro passado a maioria dos desempregados anda à procura de novo emprego, enquanto que só um número residual (inferior a 8% no caso do Bombarral, mas a 7% nos restantes) anda à procura do primeiro emprego.

Quanto ao nível de habilitações, também se verifica que os desempregados nesta região se distribuem equilibradamente pelas várias categorias, sendo que actualmente os que não têm o 1º ciclo não têm quase expressão numérica. A seguir, nos vários níveis – 1º ciclo, 2º ciclo, 3º ciclo e secundário – os valores são quase idênticos rondando os 20%, com algumas excepções. Por 
O número de desempregados com o curso superior atinge valores muito elevados, ultrapassando as oito centenas e meia, ultrapassando na Nazaré os 10% do número total de desempregados, enquanto que nas Caldas, Alcobaça, Óbidos e Peniche está próximo dos 10%.
Na recente cimeira europeia, perante esta situação catastrófica ao nível do emprego – em que Portugal se junta aos países em pior situação, apesar de estar bastante aquém da Espanha, mas aproximando-se da Grécia e da Irlanda -, Durão Barroso anunciou o lançamento de mais um programa para minimizar os efeitos desta situação.
Espera-se que a burocracia europeia junta com a proverbial ineficiência nacional, não impeçam que sejam tomadas medidas eficazes que possam fazer inverter esta situação, apesar das mais recentes medidas de contenção orçamental parecerem impedir o arranque da economia portuguesa, e não só.
É urgente mobilizar toda a sociedade para atalhar estes males e inverter a situação que se está a tornar fortemente negativa e que está a dar cabo da vida de muitas famílias, umas pelo desemprego dos pais, outras pela situação em que se encontram os filhos.
JLAS





