
É obra para um realizador de 27 anos, que já mostrou que vai longe. Outros dos seus trabalhos já foram igualmente distinguidos em festivais portugueses e internacionais. O seu filme “Arena” proporcionou-lhe em 2009 a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
O professor João Salaviza merece, pois, continuar a realizar muitos filmes e a somar muitos êxitos. E, já agora, a obter mais prémios. Até porque não lhe faltou uma bem conjugada ironia quando, no momento de receber o galardão em Berlim, o ter dedicado ao governo português, mas só na condição deste “nos ajudar nos próximos anos porque não sabemos o que vai acontecer com o nosso cinema”.
Eis um realizador-docente preocupado com os apoios à Sétima Arte. Boa sorte.
Para a maioria dos portugueses que recebem os subsídios de férias e de Natal a passada terça-feira foi, literalmente, um dia feriado. A maioria das empresas, incluindo as públicas, deu tolerância de ponto, ou já têm este dia incorporado como feriado nos acordos colectivos de trabalho. A CP e a Rede de Expressos puseram em vigor a oferta dos dias feriados. A maioria dos comerciantes não abriu as portas. Os CTT estiveram fechados. Os bancos também. Quem passeasse pelas ruas das localidades (sobretudo daquelas onde não houve desfiles) sentia o ambiente de um domingo ou de um feriado.
O Dr. Passos Coelho falhou. Quis, de forma subserviente, mostrar serviço à troika e cometeu o mesmo erro do Prof. Cavaco Silva quando também era primeiro-ministro e retirou o dia de Carnaval aos portugueses.
Fez mal.
Fez mal porque ignorou o capital (humano, financeiro e até afectivo) investido nas organizações carnavalescas em todo o país.
Fez mal porque perturbou o sector turístico e hoteleiro, sobretudo em algumas regiões do país, que contam com este pico de procura para atenuar as magras receitas da época de Inverno.
E fez mal porque não é cortando um dia de trabalho que aumenta a produtividade e a competitividade do país.
Zé Povinho reitera, por isso, a sua reprovação a esta medida prepotente, tomada por quem parece não ter a noção do país em que vive, embora, pelo menos nela reconheça alguma coerência, uma vez que este governo decidiu também cortar outros feriados aos portugueses.
Pior, contudo, esteve o Dr. Fernando Costa, que há uma semana, armado em grande defensor do 
Só que das declarações para o jornais até à prática vai uma grande distância. O presidente da Câmara não informou oficialmente os serviços camarários dessa intenção, não foi assertivo na hora de convencer os seus pares do executivo da “bondade” da sua intenção e – pasme-se! – na terça-feira só pôs os pés nos Paços do Concelho às 16h00. Quem pediu tolerância, ficou com o requerimento por assinar.
Zé Povinho nunca simpatizou com atitudes piegas e mal assumidas e reprova quem mostra firmeza por um lado e pratica a subserviência por outro. Mas não quer deixar de fazer aqui um mea culpa por ter acreditado nas promessas do autarca-mor caldense. Afinal não foi ele que disse várias vezes na televisão que “se não fosse mentiroso não era presidente da Câmara?”









