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Dois projetos da ULS do Oeste foram premiados

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Ambos são orientados para ampliar o acesso, melhorar a continuidade dos cuidados e reforçar a capacidade de resposta através da inovação digital

Dois projetos que estão a ser implementados na ULS do Oeste foram premiados pela IMPULSO, uma iniciativa colaborativa entre o governo português e o Escritório Europeu da Organização Mundial de Saúde para os Cuidados de Saúde Primários.

Da autoria da UCSP Caldas da Rainha, o projeto “Utentes sem equipa de família com cuidados integrados e acessibilidade digital: diabetes, saúde materna, saúde infantil e rastreios” pretende dar resposta aos utentes sem “equipa de família completa, o que propicia a fragmentação de cuidados, a dificuldade de acesso em zonas rurais e a falta de vigilância contínua em situações de risco ou vulnerabilidade e que comprometem a segurança do utente”. Foram então criadas micro equipas para operacionalizar a jornada de Cuidados para a Diabetes, de Saúde Materna, de Saúde Infantil e de Planeamento Familiar, sendo que todos os procedimentos administrativos são transversais e partilhados em equipa e que permitem a resposta integrada. Num cenário marcado pela escassez de recursos humanos e pela dispersão geográfica, esta intervenção “propõe uma abordagem proativa de vigilância sistemática e antecipatória, orientada para a melhoria dos indicadores de saúde e para o reforço na equidade do acesso”. A sua sustentabilidade baseia -se “na organização da equipa para otimizar os cuidados prestados”, refere nota explicativa do projeto.

O segundo projeto premiado foi a “Telereabilitação ULS do Oeste: Equidade e Impacto da Fisioterapia na Hospitalização Domiciliária”, que consiste na telereabilitação para doentes oncológicos, imunodeprimidos e pessoas com mobilidade reduzida seguidas em hospitalização domiciliária. Através da plataforma da Clynx, os utentes realizam sessões de fisioterapia acompanhadas à distância, com planos personalizados, sensores de movimento, sessões assíncronas e monitorização contínua da evolução funcional. Este modelo reduz deslocações, diminui riscos associados a situações de fragilidade clínica e aumenta a adesão terapêutica.

As equipas registam melhorias na autonomia dos doentes, maior continuidade do plano de reabilitação e ganhos operacionais relevantes, o que revela que a fisioterapia digital pode ser integrada de forma eficaz na prática clínica, explica a ULS do Oeste.
De acordo com o Conselho de Administração desta Unidade Local de Saúde, ambos os modelos têm potencial para ser ampliados e replicados, “contribuindo para um SNS mais moderno, sustentável e ajustado às necessidades das comunidades”.

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Edição #5628

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