O mais antigo encontro do género do país juntou este ano 180 autarcas e ex- autarcas caldenses
“Esta é a forma de fazer política na qual eu me revejo”, começou por dizer a presidente do núcleo caldense da Iniciativa Liberal (IL), Carlota Oliveira, destacando a proximidade. “É nessa política [de proximidade] que nós estamos, de braço dado, com o executivo que foi eleito, do ponto de vista construtivo e para acrescentar valor”, acrescentou.
Carlota Oliveira mostrou-se “orgulhosa” do trabalho feito pela IL na campanha autárquica (a primeira em que participaram) e deixou a garantia de que irão, “de forma construtiva” contribuir para que a “nossa cidade cresça e evolua”. Também a líder concelhia do CDS-PP, Sofia Cardoso, partilhou o seu “orgulho” por o partido ter voltado a estar representado na Assembleia Municipal e instou todos a “arregaçar as mangas” e atraírem mais pessoas, sobretudo jovens, para a política local. Conceição Henriques (VM) partilhou da opinião de que os jovens são fundamentais no projeto político e realçou que o exemplo que lhes tem de ser dado é o de “trabalho, rigor, transparência, solidariedade institucional e respeito pelos munícipes”.
Eleito pela primeira vez, o Chega também marcou presença no jantar de autarcas que, como habitualmente, se realizou no restaurante “O Cortiço”, em Tornada, a 5 de dezembro. O vereador Luís Gomes, manifestou que podem contar com o seu “apoio, com a perseverança e dedicação à causa pública”, lembrando que, neste mandato, já apresentaram mais de 15 propostas, nos órgãos Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Juntas de freguesia, onde estão eleitos.
Junto da “família” autárquica, Hugo Oliveira (PSD) aproveitou a época natalícia para pedir ao presidente da Câmara para que sejam feitas obras em todas freguesias ali representadas, a bem da coesão territorial. Dirigindo-se a Vítor Marques, afirmou estarem de “corpo, alma e coração”, para “contribuir para aquilo que é o trabalho a fazer em prol das Caldas”. Lembrou a construção do novo hospital como uma das matérias mais importantes e, em cuja defesa estarão juntos. Uma opinião partilhada pelo presidente da Assembleia Municipal, Fernando Costa, que exortou todos os partidos a estarem unidos para ganhar a “guerra” do hospital, sob pena das Caldas “se afundar”, disse, referindo-se ao impacto deste equipamento no concelho.
Lamentando a diminuição de participantes em relação a edições anteriores, Fernando Costa, salientou que é “preciso manter este espírito de fraternidade” e que neste dia “não há divergências políticas nem partidárias”.
Pedido de entendimento
Em contexto de Natal o ex-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, apelou a um “verdadeiro espírito união, principalmente para as grandes causas”, elencando desde logo o novo hospital, mas também a continuação da eletrificação da Linha do Oeste e a preservação da Lagoa de Óbidos e da duna de Salir do Porto.
Defendeu ainda um entendimento em relação à cobrança da taxa de saneamento, que considera injusta, e cuja divisão “está a criar um ambiente difícil em termos de convivência política e não ajuda para o futuro”. Aconselha a que o primeiro passo seja dado pelo executivo, mas depois também a oposição “tem de fazer um esforço para acompanhar e não estar apenas em crítica permanente”. Também o presidente da Câmara, Vítor Marques, apelou à união em defesa da Caldas e lembrou que, para o Orçamento de 2026, contam com o contributo de todos os partidos que concorreram às autárquicas. Também já falou com os presidentes de junta, de modo a poderem concretizar, durante o mandato, algumas das suas propostas.
O “anfitrião”, João Lourenço, presidente da União de Freguesias Tornada e Salir do Porto, lembrou todos quantos deram “o melhor de si pelas freguesias” e, aos autarcas em exercício desejou um bom mandato em prol das suas populações.








