Pedro Gomes vai lançar livro de estreia no dia 13 de dezembro, às 16h00, na Biblioteca Municipal
Pedro Gomes vive nas Caldas desde 1970. O alcobacense veio morar para a cidade termal com apenas 11 anos e, por isso, considera as Caldas como a sua terra.
No próximo sábado este autor vai lançar o seu primeiro livro, que é dedicado à época natalícia.
“Conto de Natal” dá nome à história de Pedro Gomes que é, em simultâneo, uma homenagem à sua mãe, “que partilhava histórias “maravilhosas” com o seu filho Pedro Gomes e seus irmãos.
A sua mulher, Ana Gomes, que é a sua primeira leitora, foi quem o desafiou a participar em concursos referentes ao período natalício. Resolveu então concorrer a um concurso literário sobre o Natal, tendo desenvolvido um dos seus textos prévios que tinha dedicado a esta quadra especial.
Concorreu para editoras que promoveram concursos mas, na verdade, não foi selecionado. Por outro lado, ganhou a oportunidade de editar a sua primeira obra, a convite da Oficina da Escrita
Na história, contou, “desmistifiquei um pouco a figura do Pai Natal, conto como e quando surgiu o presépio ou até explico quando se começou a fazer a árvore natalícia”, contou Pedro Gomes.
O autor teve ainda a preocupação de pensar que a leitura da sua história poderia chegar a vários públicos e por isso diz que “Conto de Natal” se destina a todo e qualquer leitor, a partir dos 12 anos.
Conta ainda que a obra se lê “num ou dois dias, de forma tranquila” e garante que o escreveu com recurso usando uma linguagem muito acessível, a muitos diálogos e tentando não ser monótono na criação desta história onde se valoriza “a ligação da família e se partilham dados históricos sobre o Natal”.
Na sua obra de estreia aproveita-se o tema natalício para falar sobre amizade, caridade e ainda a ligação intergeracional, algo que Pedro Gomes tanto preza e que considera que se está a perder. Também se serviu das suas memórias próprias sobre a vivência do Natal na sua infância para incluir nesta obra.
“Seja de que tema for, escrevo sempre dando a minha opinião ou defendendo valores em que acredito”, acrescentou o autor que escreve desde miúdo.
Para além de textos sobre momentos e emoções, garante que já tem outras obras quis já escritas, prontas a editar e outras inacabadas.
O autor, de 66 anos, que agora vive a sua reforma ainda hoje se sente grato aos docentes que teve nas escolas caldenses durante o seu percurso escolar, e que, a par com a sua mãe, o ajudaram a ter muito gosto pela leitura e também pela escrita.
Em miúdo começou por ler banda desenhada, desde o Tintim, Michel Vaillant e vários livros da Disney. Na escola, conta, que detestou os Maias (de Eça de Queirós) mas em compensação “adorei o Malhadinhas de Aquilino Ribeiro”.
Pedro Gomes – que nomeia Sophia, Camões e Aquilino Ribeiro entre o seu top de autores – contou um pouco sobre o seu processo de escrita. Assim que lhe surge uma ideia para um livro, vai desenvolvendo as linhas mestras e conta que até chegar a sonhar com a própria história.
“Se a ideia se desenvolve então faço-lhe a “espinha” do início, meio e fim”, explicou o autor que consegue imergir-se nas personagens principais das suas obras num processo “que nunca é monótono”.
Entre as suas memórias está a carrinha Citroen – que continha a Biblioteca itinerante da Gulbenkian – e que levava livros à sua terra natal e as idas à Biblioteca das Caldas quando esta funcionava nos Pavilhões do Parque, onde também funcionava o liceu. E é por causa de tais memórias que o autor fez questão que a sua obra fosse apresentada na atual biblioteca caldense.
Aos 11 anos houve outro professor que o marcou: o professor de Religião e Moral, o padre Eduardo Gonçalves, que hoje é seu amigo e que aliás vai fazer a apresentação deste seu livro de estreia literária. Nesta sessão Pedro Gomes vai reunir amigos, família e não faltará o seu cão de estimação.







