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Uma visita aos bastidores do Vivacine

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vivacineHá alguns segredos por detrás do funcionamento de um cinema e foi com alguma surpresa que alguns alunos do Wall Street English das Caldas da Rainha os descobriram durante uma visita aos bastidores do Vivacine.
Da próxima vez que o leitor for ao cinema e acontecer algo  de errado com o filme, escusa de acenar para trás como era costume pois já não existe nenhum operador na cabine de projecção.
Segundo Daniel Duarte, responsável do Vivacine das Caldas, a imagem que existia de um operador (profissão celebrizada pelo filme “Cinema Paraíso”) está ultrapassada. Todos os dias, de manhã, só é preciso que alguém ligue a maquinaria e depois tudo é feito automaticamente pela máquina central.
Mas se deixou de ser possível entrar em contacto com um operador, pode sempre acenar em frente, porque todas as salas têm uma câmara de videovigilância.
Daniel Duarte já conduziu várias visitas de estudo aos bastidores do cinema que dirige e faz questão sempre em demonstrar como funcionavam os equipamentos analógicos, que deixaram de ser utilizados há três anos.
“Quando abrimos, em 2008, tínhamos três salas com ecrãs digitais e duas analógicas, e na altura era um problema porque havia poucas cópias digitais dos filmes disponíveis no mercado nacional”, contou o gerente.
No entanto, dois anos depois, a Zon Lusomundo (a maior distribuidora nacional de filmes e com quem trabalham) fez um grande investimento em filmes digitais e a partir daí tudo mudou. Também o Vivaci das Caldas teve que investir em mais duas máquinas de projecção digital e em breve vão até deixar de precisar de fazer o transporte físico dos filmes porque tudo será gerido através de satélite e via web.
Quem visita as cabines de projecção encontra agora máquinas digitais, mas ainda existe equipamento analógico antigo, constituído por bobines (imagens gravadas por processo químico e uma tira lateral que contém a banda sonora).

Menos 14 mil espectadores em 2014
O Vivacine das Caldas teve menos 14 mil clientes em 2014 do que em 2013 (de 114 mil para 100 mil), mas Daniel Duarte acredita que este ano irão recuperar esses números.
“Em 2013 tínhamos tido o grande sucesso do ‘Gaiola Dourada’ e 2014 foi muito pobre em termos de cartaz. Este ano já temos grandes sucessos a estrear e isso faz variar drasticamente o número de espectadores”, explicou.
Por outro lado, conseguiram compensar essa quebra em termos financeiros porque cada cliente gastou, em média, no bar (principalmente em pipocas e refrigerantes), mais do que no ano anterior.
Nas salas de cinema do Vivaci já trabalharam 17 funcionários, mas actualmente são apenas sete. Isto por causa da alteração para o digital e também por terem reduzido o horário de abertura.
“Funcionamos das 15h00 à meia-noite todos os dias úteis, excepto à sexta-feira que é até às 2h30, sábado das 12h30 às 2h30 e ao domingo das 12h30 à meia-noite”, referiu.
No entanto, está nos seus planos recrutar mais pessoas, porque é esperado um crescimento no número de clientes.

“50 Sombras de Grey” com 600 bilhetes vendidos nas Caldas antes da estreia
Também nas Caldas da Rainha o filme “As 50 Sombras de Grey”, inspirado no livro homónimo, causou uma corrida às bilheteiras muito antes da sua estreia.
No Vivacine foram vendidos quase 600 bilhetes antes da sua estreia, que aconteceu a 12 de Fevereiro.
O filme é uma adaptação do primeiro volume da trilogia erótica de E.L. James, por alguns classificados como “pornografia para donas de casa”. A trilogia foi traduzida em 51 idiomas em todo o mundo e vendeu mais de 100 milhões de cópias, tornando-se uma das séries de livros mais vendida de sempre.
De acordo com Daniel Duarte, responsável do Vivacine das Caldas, a corrida aos bilhetes foi mesmo “um caso excepcional”. Principalmente se for tido em conta que os fins-de-semana de Carnaval têm sempre pouco espectadores. O primeiro sábado de exibição, 14 de Fevereiro, teve todas as sessões esgotadas.
Segundo Daniel Duarte, são as mulheres e os casais quem mais vai assistir a este filme. Já foi até contactado por uma senhora que quis saber se era possível alugar uma sala para uma exibição só para amigas. Algo que, na verdade, qualquer pessoa pode fazê-lo, bastando garantir a presença de um mínimo de 40 espectadores.
O filme vai estar no Vivacine das Caldas pelo menos um mês e meio, mas se se justificar poderá ficar mais tempo. No entanto, Daniel Duarte não acredita que “As 50 Sombras de Grey” atinja o número de espectadores do filme mais visto de sempre naquelas salas de cinema: “A Gaiola Dourada”, que vendeu quase 13 mil bilhetes só nas Caldas.

 

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Edição #5625

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