
Após de ter ido três vezes à esquadra local, Inês Sampaio perdeu a esperança de encontrar a mala. E o que tinha essa mal? “Tudo! O meu computador, a máquina fotográfica, a mesa digital gráfica para fazer os desenhos, os óculos de sol, as chaves de casa…”.
Decidiu depois seguir o conselho de uma amiga e de se “reconstruir” das cinzas, criando trabalhos criativos e contar a história do que lhe aconteceu. A jovem é de Almada, tem 20 anos e está a estudar Som e Imagem na ESAD, após ter passado pela Escola António Arroio no secundário. A autora – que assina as suas obras com Se Mente – começou por realizar 20 ilustrações sobre os vários momentos da perda e decidiu convidar amigos artistas para participarem consigo nesse processo.
“Ao todo estão comigo 20 artistas, alguns de Porto e de Lisboa e um de Glasgow, que está em Portugal a fazer Erasmus”, disse Inês Sampaio. Além de uma fanzine, resultou uma exposição, contando também a iniciativa com concertos, performances, videomapping e apresentação de curtas-metragens sobre o que acontecera e também sobre o tema da perda. De “E Tudo o Comboio levou” fizeram também parte as actuações de duas bandas das Caldas (Fuzz e I am The Ghost of Mars), uma cantautora de Leiria (Surma) e um grupo do Porto (Rarareruri).
Nuno Silas apresentou uma performance e Miguel Marques apresentou vídeos minimalistas. Ao todo foram duas dezenas os artistas que quiseram dar a sua interpretação sobre o que aconteceu à Inês Sampaio. A autora está disponível para apresentar este trabalhos noutras localidades do país. Para mais informações sobre o projecto consultar https://www.facebook.com/etudoocomboiolevou








