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“Dar aulas na ESAD foi o meu trabalho mais importante”

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Luísa Soares de Oliveira, 70 anos, docente de história de arte e de teoria artística na ESAD, foi homenageada

Luísa Soares de Oliveira, professora da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) do Politécnico de Leiria, lecionou a sua última aula, intitulada ‘Leonor Fini: o retrato impossível de uma artista do século XX’, no âmbito da cerimónia da sua jubilação, que decorreu no dia 4 de dezembro, na ESAD.CR.

Licenciada pela Université de Paris I – Panthéon Sorbonne (1983) e doutorada pela Universidad Politécnica de Valencia (2012), Luísa Soares de Oliveira é professora adjunta na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha desde 2001, onde tem lecionado diversas unidades curriculares relacionadas com a história da arte e a teoria artística. As suas principais áreas de investigação centram-se em crítica de arte, arte contemporânea, relações entre o cinema e o modernismo.

Na ESAD.CR, foi coordenadora do mestrado em Artes Plásticas, membro do Conselho Técnico-Científico, do Conselho Pedagógico e do Conselho de Representantes.

A professora natural de Lisboa que, antes da ESAD.CR, lecionou no Colégio Moderno e no IADE, recorda à Gazeta que veio parar às Caldas a “convite de um professor que já não está entre nós”. “Era preciso substituir outro professor que ia para doutoramento e ia entrar em sabática. E lá vim eu, e gostei imenso. Nunca me mudei para cá, mas ia e vinha com o maior dos gostos, gosto muito das Caldas e gostei muito de dar cá aulas”, continua. “Foi, aliás, o trabalho mais importante que eu tive”, salienta.

O ensino era aliado à investigação e à crítica de arte, no Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa e nas “colaborações regulares” com o jornal Público, respetivamente, tendo iniciado a crítica de arte nos anos 90.

Durante a cerimónia de jubilação, a diretora da ESAD.CR, Cláudia Pernencar, referiu os “valores do conhecimento artístico e do serviço público” que a homenageada legou à escola. Destacou também que “a sua presença sempre primou pela coragem crítica, pela clareza conceptual e por uma consciência ética. Nunca temeu as implicações do pensamento livre, antes o cultivou como condição fundamental para o avanço das artes”.

Por fim, a diretora da ESAD.CR destacou a “marca profunda” deixada pela professora nas “várias gerações que passaram pelas suas aulas”. seja pelo “seu conhecimento das matérias”, seja pela “serenidade com que o transmitia, a clareza com que dominava as obras, a forma como articulava a História de Arte com a sensibilidade contemporânea”.

A homenageada referiu que ia dar pela primeira vez aquela sua última aula, pois, apesar do estudo da artista argentina Leonor Fini a ter sempre acompanhado, nunca chegou a abordá-la.

Leonor Fini (1907/1908-1996) foi a primeira artista que entrevistou. Fê-lo enquanto estudava em França, nos anos 80.

No final, a professora recebeu uma peça elaborada pelo aluno do mestrado em Artes Plásticas da escola caldense, Pedro Luz.

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Edição #5628

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