
A maioria dos equipamentos culturais do Oeste tiveram um pequeno decréscimo no número de visitantes em relação a 2024. Gazeta das Caldas tentou obter dados desde o Cadaval até à Nazaré e também constatou que houve alguns que registaram crescimento de visitas
Quantas pessoas visitaram os museus e galerias da zona Oeste? Foi com esta premissa que Gazeta das Caldas contactou os vários equipamentos oestinos e tentou perceber os números de quem visita estes equipamentos locais.
Em relação às Caldas da Rainha, o Museu do Hospital e das Caldas – que inclui visitas ao Museu, ao Hospital Termal, à Igreja do Pópulo e à Capela de S. Sebastião – teve um aumento de 3354 visitantes. Em 2025 foram 17985 os visitantes que quiseram contactar diretamente com o património local e termal caldense, ao passo que em 2024 foi de 14 631.
Em relação ao ano transato houve 16% de visitas de estrangeiros e 29% dos visitantes têm uma faixa etária entre os 35 e os 65 anos. A maioria das visitas ao património termal, 57%, são feitas no período da manhã.
Por seu lado, o Museu do Ciclismo também teve um acréscimo de 280 visitantes pois em 2024 teve 3316 e em 2025 aumentou para 3596.
O Centro de Artes – que engloba vários ateliers museus – registou um decréscimo.
Em 2024 teve 32 769 visitantes e em 2025, 23 128, menos 9641 do que no ano transato.
A diminuição também se registou no serviço educativo que passou de 14 754 para 10 551 e nas visitas de estrangeiros que passou de 4011 para 3201.
Já no que diz respeito às galerias caldenses, a do CCC, em 2025 registou 6.097 entradas, um valor abaixo do alcançado em 2024, ano em que se registaram 7.570 entradas. Em 2025 realizaram-se as seguintes exposições: “Febre Continua”, de Tiago Batista, em co-produção com a Galeria ZDB. A exposição do GRAVE, composta pelos membros do coletivo e artistas convidados que trabalham múltiplos meios artísticos. A exposição “Zé Povinho” 150 anos, de Jorge Silva. “Não Navega, Cavalga”, de um coletivo de artistas para assinalar 100 anos do cavaleiro caldense, José Tanganho.
“Modelando Formas – No Princípio Era o Gesto”, do Jorge Prata, com o Museu Machado de Castro e a exposição do CENFIM, “Retrato da Industrialização e indústria contemporânea em Portugal”.
Em 2024, muito contribuiu para uma maior adesão, sobretudo por parte de escolas a exposição “50 Passos Para A Liberdade: Portugal, Da Ditadura Ao 25 De Abril”, assim como a exposição “Cerâmica Contemporânea Portuguesa”, realizadas no âmbito do Congresso Internacional da Cerâmica. Nesse ano decorreram ainda as exposições “Allepo / Estrela Vermelha”, De Jochen Maria Bustorff e “Vem” com trabalhos de Finalistas da Licenciatura em Artes Plásticas da ESAD.CR, 2023/24.
Em relação à Galeria do Espaço Turismo, o número de visitantes diminui de 5483 (2024) para 1673 em 2025. Obteve menos 3810 visitantes.
A diferença entre 2025 e 2024 é explicada pelo menor número de exposições que a galeria acolheu em 2025. Não se realizou, por exemplo, neste espaço a exposição associada ao Caldas Late Night, do Colectivo Grave que, por norma, atrai muitos visitantes.
A programação da Galeria de Exposições do Espaço Turismo é marcada por uma grande diversidade de abordagens: alterna entre pintura/aguarela e ilustração, fotografia, design e ilustração, e propostas mais documentais ligadas ao património e à memória local. Em vários momentos, a exposição ultrapassa a sala e ganha dimensão de programação cultural, e juntam-se também ciclos de conversas, circuitos, performances e eventos complementares.
Óbidos registou aumento de visitantes
Em relação ao concelho vizinho, o Museu Municipal de Óbidos teve um acréscimo de 3306 visitantes, pois passou de 16933 para 20239 (2025).
A Galeria NovaOgiva teve um acréscimo de 22 visitantes pois passou dos 28328 para 28 350. Já em relação ao Museu Abílio de Mattos e Silva registou uma diminuição de 4041 visitantes dado que passou dos 9313 (2024) para os 5272. Já o Museu Paroquial aumentou 309 visitantes pois passou de 6056 em 2024 para 6365 em 2025.
Entre os meses de junho e dezembro de 2025 foram registadas 3670 visitas ao renovado Museu do Bombarral que reabriu ao público após obras de remodelação.
Já em relação ao Museu Municipal do Cadaval, este aumentou 229 visitantes já que em 2024 teve 559 visitantes e 788 em 2025. Neste momento, este espaço museológico encontra-se encerrado.
O Núcleo Museológico do Moinho das Castanholas, obteve menos 420 visitantes pois passou de 760 para 340 visitas.
Museus alcobacenses com aumento nas visitas
Em 2025, os museus municipais de Alcobaça registaram 21.655 visitantes, mais 1.455 do que em 2024 (aumento de 7%). São estes o Museu do Vinho, o Museu Raul da Bernarda e o Museu das Máquinas Falantes.
O Mosteiro de Coz recebeu 5.840 visitantes em 2025, reforçando o seu papel no património histórico e cultural do concelho.
O Museu do Vinho registou 8.624 visitantes, o Museu das Máquinas Falantes 11.749 visitantes e o Museu Raul da Bernarda 1.282 visitantes.
No que respeita ao património monumental, o Mosteiro de Coz recebeu, em 2025, 5.840 visitantes, aumentando os números de 2024.
Já no que diz respeito ao espaço cultural Armazém das Artes, os visitantes diminuíram um pouco em relação a 2024 quando foram atingidos os 11 mil visitantes.
Em 2025 registou-se um pequeno decréscimo para as 10.290 visitas.
Já o Mosteiro de Alcobaça, Património Mundial da UNESCO, mantém-se como um dos monumentos mais visitados do país, com 198 544 visitantes registados em 2024 (últimos dados oficiais divulgados em setembro de 2025) de entradas pagas a que acresceram cerca de mais 109 000 visitantes que optaram por visitar apenas a igreja do monumento.
Em relação ao ano de 2025, a diretora, Ana Pagará, informou que o número oficial de visitantes dos museus, monumentos e palácios sob a gestão da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., “ainda não foi divulgado”.
No entanto explicou que o número de entradas pagas registou uma ligeira descida relativamente a 2024, sendo que, “a visitar apenas a igreja, contabilizámos perto de 150 000 visitantes, o que perfaz um número total perto dos 350 000 visitantes”.
Na Nazaré, onde o Museu Joaquim Manso continua fechado, o número de vistantes no Forte de São Miguel Arcanjo aumentou de 442 410 (2024) para 444 910 em 2025, tendo como tal registado um aumento de mais 2500 visitantes.
Museu da Liberdade perto do meio milhão de visitantes
Museu Nacional Resistência e Liberdade recebeu entre 25 de abril de 2024 e 31 de dezembro de 2025 um total de 225 950 visitantes.
Ao todo teve 118 541 em 2024 e 107 409 em 2025. Regista-se por isso uma diminuição de 11 132 visitantes.
No entanto, este espaço museológico, aberto ao público a 25 de abril de 2019 obteve até 31 de dezembro de 2025 486 708 visitantes, ou seja, está muito próximo de alcançar o meio milhão de visitantes.
No que diz respeito aos espaços de gestão municipal como o Museu da Renda de Bilros de Peniche este espaço passou de 10559 em 2024 para 8021 em 2025, menos 2538 vistantes.
Em relação ao Centro Interpretativo de Atouguia da Baleia também houve uma diminuição de 142 visitas pois passou de 3636 para 3494.
Apesar de Gazeta das Caldas ter tentado obter o número de visitantes do Museu José Malhoa em 2025 este número não foi disponibilizado pois a Museus e Monumentos, entidade que tutela os museus a nível nacional, ainda não divulgou os dados oficiais das visitas do ano transato.
Como tal, a responsável por aquele espaço museológico não quis adiantar o número. No entanto em consulta ao site da Museus e Monumentos, em 2024, este museu caldense, sob tutela do Estado, teve um total de 28 186 vistantes.
O Museu de Cerâmica que se encontra encerrado desde 15 de março de 2025, obteve 19 104 vistantes em 2024 e 18504, em 2023.
O encerramento deveu-se ao início de obras de requalificação, vistorias técnicas e remoção do acervo para o Centro de Artes local. As coleções, incluindo peças do século XVII ao XX, não estão disponíveis ao público, durante o período de intervenção.

















