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Museu Vilar Formoso – Fronteira da Paz vai ter um núcleo dedicado às Caldas da Rainha

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Um núcleo dedicado às Caldas da Rainha enquanto cidade que acolheu refugiados durante a II Grande Guerra fará parte do Museu Vilar Formoso, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes.
Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Almeida que para tal vai reconverter o antigo cais da estação de caminhos-de-ferro de Vilar Formoso num espaço museológico. O projecto da adaptação dos edifícios e a coordenação geral da musealização é da responsabilidade da arquitecta Luís Pacheco Marques e os conteúdos museológicos estão a cargo da investigadora Margarida Magalhães Ramalho.

Para melhor se entender a presença das Caldas da Rainha neste museu, convém perceber a sua sequência através de núcleos expositivos. O primeiro chama-se Gente Como Nós, onde é contada a história de famílias no seu quotidiano normal antes de sonharem que viriam a ser refugiadas. O segundo núcleo chama-se O Início do Pesadelo onde se relata o percurso e os acontecimentos que levaram à II Guerra Mundial.
O terceiro núcleo – A Viagem – conta a fuga para Portugal e o quarto chama-se Vilar Formoso Fronteira da Paz e nele é descrita a chegada dos refugiados.
É no núcleo cinco que entra as Caldas da Rainha. Em Por Terras de Portugal o museu mostra como os refugiados se distribuíram pelo país: Porto, Cúria, Luso, Buçaco, Coimbra, Figueira da Foz, Caldas da Rainha, Ericeira, Lisboa, Lousa de Cima, Cascais, Estoril, Sintra e Praia das Maçãs.
No espaço dedicado às Caldas da Rainha haverá imagens de época, assim como testemunhos reais de refugiados que foram acolhidos na cidade. Parte desse material foi fornecido pela Gazeta das Caldas.
O Museu Vilar Formoso Fronteira da Paz deverá estar concluído em Julho.
Nas Caldas da Rainha a passagem dos refugiados ajudou a emancipar a pequena cidade termal, que se viu confrontada com novos costumes trazidos por aristocratas e burgueses chegados da Europa além Pirinéus. As mulheres que vestiam calças, que fumavam, jogavam ténis e frequentavam os cafés, foram dos hábitos que mais chocaram a mentalidade portuguesa e caldense.

 

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