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Obidense lança-se na poesia com “Maresias e Madressilvas”

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Marta Pimpão, de 41 anos, gerente da Ginja de Óbidos Oppidum, compilou 25 anos de poemas no novo livro

“Maresias e Madressilvas” é o novo livro de Marta Pimpão, de 41 anos, gerente da ginja de Óbidos Oppidum. É também o primeiro que publica, reunindo 25 anos de poemas, alguns dos quais do tempo do “liceu e da faculdade”, apesar de ter sido aos 12 anos que escreveu o seu “primeiro poema”. Trata-se de uma edição de autor disponível para venda na Amazon e junto da autora, que irá apresentar o livro neste fim de semana: dia 13 será em Lisboa, e dia 14 será na sua escola primária, no Sobral da Lagoa, Óbidos, aldeia da qual é natural, às 15h00.

Marta considera que o livro é “um grande obrigado aos professores que fizeram a diferença” na sua vida, “que foram muitos”, repartidos entre Óbidos (onde estudou até ao 9.º ano) e a Escola Raul Proença (onde fez o secundário). É, aliás, a professora de português do 3.º ciclo que fará a apresentação do livro em Óbidos.

Tendo como subtítulo “Catarses de Amor e Saudade”, o livro “vai muitas vezes para esse caminho do amor, das paixões e da solidão, que sou um bocadinho escura na minha intimidade, mas não sou com as outras pessoas. E então é essa dualidade que quero oferecer às pessoas”, afirma.

A autora tem como principais referências Eugénio de Andrade e Adília Lopes, esta última pela poesia aparentemente “simples”, mas com uma “ironia” que agrada muito a Marta, e que também procura transparecer nos seus poemas. “Os meus amigos chamam-me a “Adília Lopes do Oeste”, mas não tenho essa pretensão”, diz, acrescentando que foram estes que insistiram para que publicasse um livro com os seus poemas, o qual já “tem saído bastante”. E já está a trabalhar no próximo, também de poesia.

Para a elaboração do livro, que demorou cerca de dois anos, a autora obidense reforçou a sua leitura de poesia. “Leio 15 a 17 livros por mês”, afirma.

A paixão pelo mar é por demais evidente na sua obra. “O mar… O mar é tudo! São poucos os poemas que não falam de mar. Tenho uma grande ligação com ele, faço mergulho há 20 anos”, nomeadamente na Berlenga, conta. Mas também a “terra” se faz presente. “Sou de uma aldeia, lá cresci e lá continuo a trabalhar, e o campo também faz parte de mim. As madressilvas são as minhas flores silvestres preferidas, desde sempre, e eu encontro-as muito nos meus passeios”, diz ainda.

Marta é licenciada e mestrada em Biologia, tendo ainda um mestrado em Gestão de Qualidade e Segurança Alimentar.

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Edição #5628

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