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S. F. Gaeirense vive momento alto no CCC

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Foi uma noite de celebração da música e do talento com o CCC lotado e que juntou a filarmónica gaeirense ao cantor Nuno Ribeiro

O centenário da Sociedade Filarmónica Recreativa Gaeirense teve o seu ponto alto no sábado, 31 de janeiro, com um concerto no CCC que uniu a banda ao cantor Nuno Ribeiro.
Com o grande auditório cheio, com a presença de vários elementos do executivo obidense, viveu-se uma noite especial onde se celebrou a música e o talento num espetáculo que contou com vários momentos especiais. Além do cantor, conhecido por temas como Rosa ou Maria Joana, a festa ainda contou com apresentação do ator e apresentador João Paulo Sousa. Este foi convidado por um dos músicos da banda, Filipe Cascão que teve um papel fundamental na organização deste momento festivo.

Os ensaios do grupo iniciaram-se não só no seu espaço como também no dia antes, no Centro Cultural das Caldas, altura para conversar um pouco com os responsáveis pela banda filarmónica que, tal como Gazeta das Caldas, está a assinalar o seu centenário. “Este é um concerto que temos pensado há algum tempo, muito especial para todos nós e sobretudo para os músicos que vão estar em palco, acompanhando o cantor”, disse Armando Conceição, o presidente da direção da Banda, acrescentando que apesar da programação decorrer há vários meses, “este é um dos momentos mais altos da celebração do nosso centenário”.

Segundo aquele responsável, o músico mais velho da banda tem 75 anos e o mais novo, 12.

A banda filarmónica Gaeirense possui 30 elementos mas para esta atuação especial “cresceu” até aos 51 elementos. Além da prata da casa, de antigos músicos que já integraram o coletivo, também houve necessidade de contratar alguns músicos da Banda da Força Aérea que também tocam em bandas civis.

Segundo Armando Conceição não foi fácil preparar esta celebração “pois temos vários músicos a estudar fora…”. Mas aos últimos ensaios foi possível reunir toda a gente. Nos preparativos finais sentiu-se o entusiasmo em volta desta atuação, especial e diferente para todos os músicos.

O futuro da banda “está assegurado” já que a banda filarmónica possui uma orquestra juvenil e uma escola de música. No entanto nem todos se sentem próximos do mundo da música pois “é difícil competir com o futebol e com outros jogos”, disse Armando Conceição, acrescentando que a banda tem tentado “recrutar” novos músicos junto das escolas e apostando também no passa a palavra. Na sua opinião, era bom que a escola de música pudesse contar com mais elementos, para dessa forma assegurar a futura renovação da banda.

A maioria dos músicos desta filarmónica são dos concelhos das Caldas e de Óbidos e também há alguns elementos oriundos da Serra del’Rei.

Também para o maestro, João Jesus, este concerto é algo especial e exigente. “Naturalmente foram precisos mais ensaios para podermos acompanhar o cantor”, contou o maestro, satisfeito também de poder atuar com a sua banda no CCC, uma casa de espetáculo “que é especial”. João Jesus sempre dirigiu bandas e considera que a Filarmónica Gaeirense vive um bom momento. “Temos que ser nós a auto-motivarmo-nos e ter sempre com o incentivo de tocar bem. A banda está de boa saúde!”, disse o responsável.

Cantar em estreia com filarmónica
O cantor Nuno Ribeiro contou à Gazeta que há muito que queria fazer algo diferente com as suas músicas e, por isso, ficou muito feliz com o convite para atuar no centenário da banda filarmónica Gaeirense. “Está a ser um bom desafio dado que eu nunca tinha tocado acompanhado por uma banda filarmónica e há muito que queria viver uma experiência diferente, como esta”, disse o cantor à Gazeta das Caldas. Para o vocalista, os astros alinharam-se possibilitando assim a sua estreia em palco, acompanhado por uma filarmónica.

Já em palco, o cantor contou ao público que encheu o CCC, que há muito tempo “que queria estar num projeto que desse nova vida às minhas canções”. E acrescentou: “e apaixonei-me por este profissionalismo e entrega destes músicos e deste maestro”. Nuno Ribeiro ainda pediu ao público “um forte aplauso com coração e com alma para fazer chegar a nossa solidariedade a quem foi afetado pela tempestade”.

Na primeira parte, além dos temas da banda, foram interpretados Dias Cinzentos e Rosa. Destaque para a interpretação de “Pequena Czarda” que contou com um excelente solo de saxofone alto. Após Imagina, Essa Mulher, o concerto terminou com a canção Maria Joana. A atuação teve apontamentos de dança de vários elementos do rancho das Gaeiras. Músicos e dançarinos obtiveram aplausos de pé.

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