Estádio Manuel Marques, Torres Vedras
Árbitro: Paulo Raposo, AF Santarém
Assistentes: Pedro Freire e Adelino Crespo
TORREENSE 4
Nuno Hidalgo; David Rosa, Fábio Santos (C), Igor Cartaxo e Rui Burguette; Tiago Esgaio, Rui Monteiro (Tomás Jorge 36’) e Diego Zílio; Leandro Morais (Hélio Vaz 72’), Pedro Bonifácio (Zhang 81’) e Rui Batalha
Não utilizados: Marcelo Deodato, Beirão, Bruno Sales
Treinador: Rui Narciso
CALDAS 3
Luís Paulo [2]; Juvenal [3], Militão (C) [2], Rony [2] e Clemente [3]; Simões [2] e André Santos [2] (Pedro Emanuel [2] 64’); Cruz [2] (Januário [1] 79’), Felipe Ryan [2] e Farinha [3] (Vítor Tarzan [1] 88’); João Tarzan [3]
Não utilizados: Natalino, Rui Almeida, Cascão, Marcelo
Ao intervalo: 2-2
Marcadores: Farinha (18’ e 30’), Pedro Bonifácio (38’), Tiago Esgaio (41’), Fábio Santos (56’), Diego Zílio (62’) e Juvenal (84’)
Disciplina: amarelo a Rony (66’ e 76’) e Farinha (88’). Vermelho, por acumulação, a Rony (76’)
Quando ao minuto 30 Farinha assinou o 0-2 no derby de Torres Vedras poucos pensariam que o Caldas fosse perder aquele jogo, até porque estava a dominar claramente os acontecimentos. Mas dois golos em três minutos iniciaram uma remontada improvável, conseguida pelos torrienses com quatro golos em lances de bola parada.
O Caldas começou imponente no relvado do Estádio Manuel Marques, muito superior na procura de bola e na definição de jogo a meio campo. O Torreense mostrava-se, por seu turno, algo desorganizado, concedia espaços perigosos na zona central e não acertava com os tempos de marcação.
Ao minuto 18 o Caldas aproveitou essa descoordenação para fazer o primeiro golo. Hidalgo bateu a bola para o meio-campo do Caldas, Clemente recolheu, lançou Farinha sobre a esquerda, que com espaço e com Hidalgo perdido no campo inaugurou o marcador de chapéu. Doze minutos depois Juvenal assistiu Farinha após um bom trabalho de Ryan na direita para o segundo golo.
Depois, Rui Narciso decidiu-se por colocar Tomás Jorge em campo. O médio que passou no Caldas nos escalões de formação mexeu com a partida e em seis minutos tudo mudou.
Três minutos depois da substituição o Torreense reduziu, e mais três minutos volvidos o jogo estava empatado. Dois livres, um no meio campo, outro sobre a direita. No primeiro Rony não conseguiu sacudir com eficácia e depois de uma carambola Bonifácio bateu Luís Paulo. Depois foi Tiago Esgaio a emendar de cabeça um livre de Burguette. O médio não festejou o golo em respeito pelo seu anterior clube.
O Caldas ficou atordoado e o Torreense cresceu. Entrou na segunda parte a todo o gás e fez o terceiro golo em novo livre sobre a direita, Fábio Santos, sozinho, só teve que encostar de cabeça.[showhide]
Mais seis minutos e chegava o quarto golo. David Rosa aproveitou um contacto com Clemente fora da área e caiu no interior, enganando o árbitro. Zélio Marcou. Mas o calvário do Caldas só acabava com a expulsão de Rony, ao minuto 76. Critério discutível numa falta a meio campo junto à linha lateral.
Mesmo com 10 o Caldas fez-se à luta e reduziu também num livre, com João Tarzan a assistir de cabeça a finalização de Juvenal.
MELHOR DO CALDAS

Farinha 3
Tem sido por hábito um dos jogadores que mais remata no Caldas, juntamente com André Santos e Felipe Ryan. Neste encontro não precisou de o fazer muitas vezes para marcar dois golos, dando ao Caldas uma vantagem que se provou, contudo, insuficiente.
Rony, jogador do Caldas
Critérios diferentes
Controlámos o jogo desde o início, foram 30 minutos de alto nível. Sabíamos os pontos fortes deles e foi onde pecámos, nas bolas paradas. É levantar a cabeça, foi uma derrota pesada mas não desanimadora. Demos depois uma boa resposta e mesmo depois da expulsão a malta procurou a vitória. Senti injustiça na expulsão porque os critérios usados foram muito diferentes. O campeonato é longo, temos muitos jogos e estamos a crescer nos jogos fora.
José Vala, treinador do Caldas
Desconcentrámo-nos
Dominámos a primeira parte até aos 35 minutos, depois desconcentrámo-nos, sofremos golo num lance fortuito e o Torreense empatou de seguida. Na segunda parte o jogo estava repartido, acho que há mérito no terceiro golo mas o penálti parece-me fora da área. Tentámos reagir, fizemos o 4-3, parabéns ao Torreense porque quem marca mais merece ganhar.
Rui Narciso, treinador do Torreense
Pouco em meia hora
Nos primeiros 30 minutos demos pouco ao jogo e permitimos ao adversário chegar com eficácia ao 2-0. Era preciso fazer alguma coisa, um resultado de 2-0 não é um dado adquirido, demos agressividade e correu bem. Com mérito fizemos o mais difícil, fomos competentes e eficazes.
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