Sexta-feira, 30 _ Janeiro _ 2026, 18:12
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Terceira derrota seguida na liga faz soar os alarmes

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Pelicanos foram sombra de si mesmos no plano ofensivo

O Caldas entrou no Campo da Mata a querer travar o mau momento na Liga 3, mas acabou por sair derrotado frente ao Atlético num jogo que trouxe à tona algumas fragilidades. Depois de uma primeira metade da época histórica, em que os pelicanos demonstraram qualidades de forma consistente, o arranque da segunda volta tem sido um teste à resiliência do grupo, com três derrotas em três jogos e sinais de nervosismo a refletirem-se dentro das quatro linhas.

O Caldas entrou pressionante e com vontade de controlar o jogo, tentando explorar a largura e a mobilidade do ataque em 3-4-3, mas rapidamente se percebeu que a ausência de Pepo se faria sentir. O maestro do meio-campo, peça-chave na organização ofensiva e na ligação com os avançados, lesionou-se na última partida com gravidade e vai falhar o resto da temporada, deixando um vazio difícil de colmatar. Ainda assim, os pelicanos tiveram as primeiras ocasiões: Pipo obrigou Fábio a uma defesa apertada num livre logo aos dois minutos, e, pouco depois, um bom trabalho de Farinha e Ewandro, Chaves apareceu em zona frontal, mas pressionado viu o cabeceamento sair para canto. O Atlético respondeu com transições rápidas, explorando a profundidade e a velocidade de Joãozinho e Herrera, obrigando Wilson a intervir com segurança.

O equilíbrio manteve-se até ao intervalo, com ambos os conjuntos a mostrarem rigor defensivo. Aos 42 minutos, Duarte Maneta quase desbloqueou o marcador com um cabeceamento após um livre, mas a bola embateu na barra, com Fábio a controlar. Era um aviso de que o Caldas, apesar da iniciativa, estava a ter dificuldades em transformar posse em oportunidades claras.

A entrada de Velosa, Farinha e Ewandro trouxe mais frescura e tentou aproximar o Caldas da baliza adversária, mas foi o Atlético quem acabou por romper o nulo aos 69 minutos. Num lance de transição bem trabalhado, Herrera cruzou para Joãozinho, que encontrou Caio, este amorteceu para Nico Souza, que finalizou de primeira, desfazendo o empate.
O Caldas não se entregou, pressionou até ao apito final. Um remate de David Lopes junto ao poste e outra tentativa de Miguel Velosa, já nos últimos segundos, foram os momentos mais perigosos de uma equipa .

No fim, ficou a sensação de que o Caldas se travou a si próprio, com os jogadores a acusar a responsabilidade que a excelente primeira volta parece ter trazido. José Vala e os seus jogadores têm agora a missão de retomar a confiança e sacudir essa pressão, porque foi a leveza com que a equipa se apresentou na primeira volta foi um dos segredos para o bom desempenho. E o potencial está lá.

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Edição #5628

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