Com o aliviar das medidas restritivas e o regresso à normalidade, que deverá acontecer em Maio, coloca-se a necessidade de haver máscaras que permitam às pessoas sair à rua com uma maior segurança. No Oeste, a Comunidade Intermunicipal centralizou a aquisição destes materiais. Além disso, as próprias autarquias têm adquirido máscaras, ou comprado tecido, e com o apoio das juntas de freguesia e voluntários, criado milhares de exemplares. Também as empresas têm contribuído com variadas ofertas.
A OesteCIM vai fazer uma compra centralizada de máscaras comunitárias para os municípios que a compõem. A ideia passa por adquirir estes produtos a empresas da região, devidamente certificadas, de modo a “potenciar aqui a actividade económica, contribuindo para a manutenção dos postos de trabalho”, explicou o secretário executivo, Paulo Simões à Gazeta das Caldas.
Nas Caldas já começaram a ser distribuídas pela população as mais de 100 mil máscaras que integram a campanha “Protege Caldas”. A iniciativa é da Câmara em conjunto com as Juntas de Freguesia e pretende garantir o acesso a este equipamento de protecção individual, numa altura e que não tem sido fácil adquiri-las, devido à enorme procura.
As máscaras são distribuídas a pessoas que trabalham em serviços essenciais, pequenas empresas, comerciantes, instituições, pessoas carenciadas e agregados familiares. A Câmara comprou o material (Tecido Não Tecido) e requisitou a confecção a empresas de marroquinaria de Santa Catarina. Ao mesmo tempo, as Juntas de Freguesia envolveram várias costureiras, que também que estão a ajudar à produção.
Na Nazaré está prevista a distribuição à população das máscaras adquiridas através da OesteCIM, durante o mês de Maio, de modo a contribuir para o regresso à actividade, minimizando os perigos de propagação da Covid-19. A autarquia irá, ainda, reforçar a campanha de sensibilização pelo uso da máscara e medidas de auto-protecção. Para além disto, irão “receber uma doação de 15 mil máscaras de protecção individual, de uma empresa alemã, que também serão redistribuídas pela população”, explica o presidente, Walter Chicharro, lembrando que, nos últimos dias, têm recebido inúmeras doações de equipamentos de protecção individual que têm sido encaminhados para as IPSS e agentes da Protecção civil.
PREOCUPAÇÃO COM O PREÇO
No Cadaval, o município tem distribuído, juntamente com as juntas de freguesia, máscaras descartáveis, gratuitamente, essencialmente aos grupos de risco. De acordo com o presidente, José Bernardo Nunes, esta medida é para “manter e reforçar, sendo nosso objectivo fazer chegar máscaras a todos os munícipes”.
O autarca mostra-se preocupado que, caso o uso de máscara venha a ser obrigatório, possam existir pessoas que venham a ter dificuldade em ter acesso às mesmas, nomeadamente às máscaras ditas “homologadas”, que “continuam a ter um preço exorbitante”. Para além disso, existe neste momento “dificuldade em adquirir este tipo de artigo no mercado, nomeadamente nas farmácias e supermercados, locais onde deveriam estar disponíveis a preços razoáveis”, realça.
O município do Bombarral pretende, após o términus do Estado de Emergência e na altura em que algum comércio e serviços retomam a actividade, pôr em prática um plano de distribuição generalizada de máscaras à população. Uma parte delas será adquirida, enquanto que outras serão “confeccionadas por costureiras locais, grande parte em regime de voluntariado, a quem, desde já, manifestamos o nosso profundo agradecimento”, refere o presidente, Ricardo Fernandes.
O autarca bombarralense considera que neste enquadramento de confinamento, a necessidade de máscaras de forma generalizada ainda não se coloca. Considera que já é possível encontrarem-se máscaras no mercado, “com relativa facilidade”.
DIFICULDADES INICIAIS ULTRAPASSADAS
Também a autarquia de Óbidos responde que neste momento “já não tem as dificuldades iniciais de escassez” e garante que todos os munícipes, “com uma distribuição equilibrada, justa e justificada, irão ter acesso a máscaras”. Esta resposta será dada através da aquisição que a OesteCIM está a fazer . O presidente da Câmara, Humberto Marques, reconhece que a falta de material era um assunto que o preocupava há umas semanas, mas que neste momento a questão já não se coloca. Às várias e





