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Farmácia do CHO adaptou-se para dar resposta em tempos de pandemia

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A farmácia hospitalar do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) adaptou-se para dar resposta em tempos de pandemia.
Para reduzir as deslocações dos doentes às unidades hospitalares, “a dispensa da terapêutica passou a ser efectuada para períodos até três meses”.
Desta forma foi possível diminuir o afluxo de doentes aos hospitais, mas também o grau de exposição dos mesmos.
Estas medidas foram tomadas pelo CHO “ainda antes de existir a possibilidade de dispensa de medicamentos hospitalares em farmácias comunitárias”.
Questionado pela Gazeta das Caldas, o Centro Hospitalar do Oeste informou que nos hospitais de Caldas da Rainha e de Peniche, “a maioria dos utentes têm continuado a efetuar o levantamento de medicamentos em farmácia hospitalar, por preferência dos mesmos”.
No caso das Caldas, a farmácia hospitalar “situa-se fora do edifício do hospital, não implicando o contacto dos utentes com outros serviços do hospital ou salas de espera comuns”.
O centro hospitalar também disponibilizou contactos específicos “para esclarecimento de dúvidas relacionadas com o acesso a medicamentos de dispensa obrigatória em farmácia hospitalar”. Nas Caldas, o contacto pode ser feito através do e-mail: farmacia.caldas@choeste.min-saude.pt e do tel. 262830364. Em Peniche através de vitorvideira@choeste.min-saude.pt e 262780907 e em Torres Vedras pelo farmaceuticas.tv@choeste.min-saude.pt e 261319296.
A possibilidade de dispensa de medicamentos nas farmácias comunitárias teve um impacto grande a nível nacional e nas primeiras três semanas cerca de 5000 doentes optaram por não se deslocar aos hospitais (a nível nacional). Tratam-se de pessoas portadoras de VIH, cancro, esclerose múltipla e outras patologias, que assim continuaram a receber a sua medicação numa farmácia à sua escolha ou até mesmo em sua casa.
Para entregar os medicamentos em casa dos doentes mais frágeis, foi criada a operação Luz Verde, que resulta do esforço concertado de associações de doentes, farmácias, hospitais e distribuidores farmacêuticos. O serviço é totalmente gratuito nesta fase de pandemia e não conta com comparticipação dos hospitais do SNS. “As farmácias e os distribuidores farmacêuticos suportam os custos da operação logística, que é comparticipada pelo Fundo de Emergência Abem, da Associação Dignitude”, refere a Associação Nacional de Farmácias.
Para contribuir para esse fundo, que já conta com quase 160 mil euros, fruto de dezenas de donativos de pessoas e empresas, é possível enviar contributos através do NIB PT50 0036 0000 9910 5930 085.59 ou via MBWay, pelo 932440068.

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Edição #5626

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