
O Governo vai extinguir as seis entidades regionais de turismo, entre elas a do Oeste, integrando-as noutras entidades de turismo, cumprindo-se a ameaça proferida pela secretária de Estado, Cecília Meireles na BTL em Lisboa. De acordo com a proposta do governo, serão mantidas as actuais cinco áreas regionais de turismo.
Segundo a agência Lusa, esta alteração legislativa é justificada pela necessidade de “adaptação às novas realidades da Administração Pública, mas igualmente para assegurar uma maior eficiência no seu funcionamento e na prossecução dos seus fins”.
A entidade regional de turismo do pólo do Oeste será extinta para ser integrada na Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, o mesmo podendo acontecer com Leiria-Fátima.
Esta proposta tem motivado protestos por parte dos responsáveis das entidades regionais e de autarcas um pouco por todo o país. António Carneiro, presidente do Turismo do Oeste, lembra que as entidades regionais nunca foram contactadas pela secretária de Estado do Turismo, para dar o seu parecer. Apenas receberam o documento, enviado pelo chefe de gabinete, onde, ironicamente, era referida a frase “mantendo o clima de diálogo e participação”. António Carneiro considera esta atitude do governo “gravíssima para a democracia”.
O responsável pelo turismo oestino fala também de um erro técnico no documento, onde é referido que são extintas as entidades regionais, mantendo-se as áreas regionais de turismo. Considera que são extintas as 11 entidades, pois o que se propõe criar é completamente diferente do que já existe, tanto ao nível dos órgãos como das competências.
“São entidades novas que mais não são que delegações regionais comandadas pelo governo”, disse, acrescentando que também as autarquias são arredadas do sistema. António Carneiro tem recebido nos últimos dias muitos contactos de autarcas e deputados descontentes com esta versão do diploma e acredita que esta ainda será revista.
Sobre o mapa tem “fortes esperanças” que as entidades regionais se consigam destacar das áreas metropolitanas, até porque foi uma “promessa do ministro da Economia [Álvaro Pereira] a várias pessoas do PSD”, lembra.
O presidente do Turismo do Oeste diz mesmo que o mapa e o conteúdo programático e orgânico propostos pelo governo “são aberrantes” porque foram feitos sem ouvir as regiões de turismo.
Para ontem, quinta-feira, estava prevista uma reunião entre António Carneiro e os responsáveis da OesteCIM para debater este assunto.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt







