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Pera Rocha procura mercados com projeto de internacionalização

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Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha investe perto de meio milhão para aumentar exportação

A Associação Nacional dos Produtores de Pera Rocha vai apostar num novo projeto de internacionalização deste produto agrícola certificado pela União Europeia, tendo para o efeito obtido cofinanciamento do programa Compete 2030, representando um investimento de 490 mil euros. A apresentação pública do projeto decorreu durante a sessão de Balanço da Campanha das Pomóideas de 2025, que decorreu no passado dia 29 de janeiro no auditório municipal do Bombarral, promovida pelo Centro Operativo e Tecnológico Nacional.

Segundo Rita Marinho, secretária-geral da ANP – Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha, este projeto de internacionalização vai decorrer até 2027 e tem como objetivo “reforçar a presença internacional da Pera Rocha do Oeste, valorizar a marca coletiva junto de compradores e consumidores, diversificar mercados e reduzir dependências, para além de apoiar as empresas do setor na abordagem de novos destinos para a venda do produto”.

A ANP, para além de pretender reforçar a marca e comunicação da Pera Rocha do Oeste, vai continuar a promover ações diretas nos mercados de destino, estando presente em feiras internacionais de referência para o setor e, paralelamente, aprofundar o conhecimento do mercado através das relações comerciais conseguidas com o contacto directo com importadores, distribuidores e retalho especializado. Destaca-se a ida à Fruit Attraction (Madrid, Espanha), Fruit Attraction São Paulo (Brasil) e Green Week Berlim (Alemanha). O reforço da base da internacionalização é a pedra angular da estratégia promocional, que passará por um refrescamento da marca ‘Pera Rocha do Oeste’ através da produção de um novo vídeo institucional, desenvolvimento de materiais promocionais e, ainda, segundo Rita Marinho, “de uma uniformização da identidade da marca nos mercados externos”. Assume particular relevância a presença nos meios digitais, estando a estratégia de comunicação desenhada com campanhas dirigidas ao consumidor final e, também, ao mercado grossista, acompanhado por conteúdos sobre o produto, origem e qualidade do fruto e, ainda, “com reforço da presença ‘online’ e ferramentas digitais de apoio à promoção”.

Para os próximos dois anos, a ANP tem como mercados-alvo da exportação deste importante fruto oestino os mercados da Alemanha, França, Espanha, Brasil e, no norte de África, o Reino de Marrocos. Para aprofundar a estratégia comercial estão previstas ações promocionais diretas em pontos de venda no estrangeiro junto dos retalhistas, a par de degustações e ações de visibilidade da marca ‘Pera Rocha do Oeste’. Serão estabelecidas preferencialmente ações de comunicação em redes de distribuição, a presença digital e publicitária em cadeias de retalho e ainda, de acordo com Rita Marinho, através de “um reforço da notoriedade da Pera Rocha no ponto de decisão de compra”. Este trabalho será acompanhado por uma operação que procurará ter um melhor conhecimento dos diversos mercados internacionais, pelo que serão realizados estudos para apoiar as diversas decisões estratégicas, analisados novos destinos e oportunidades comerciais, construindo um suporte estratégico para a consolidação nos mercados externos. Internamente, a ANP procurará receber e acompanhar importadores e compradores internacionais, aprofundar os contactos diretos com os produtores e operadores nacionais, procurando desta forma “reforçar a confiança comercial e construção de mercados duradouros”, tendo como mercados-alvo o Brasil, Alemanha, França, Marrocos e Reino Unido.

No final deste segundo projeto de internacionalização da ANP, é objetivo que se aumente a visibilidade internacional da marca ‘Pera Rocha do Oeste’, reforçando a sua imagem de qualidade e origem, através do apoio às empresas na abertura de novos mercados, assegurando estrategicamente a continuidade dos operadores ao nível internacional e, simultaneamente, reduzindo o risco de dependências das exportações para poucos destinos comerciais. Quanto a novos mercados, está em análise estratégica uma maior exportação do produto para o Canadá, Líbia e, também, para a Alemanha. “Este projeto multiplica o esforço das empresas e reforça o futuro do setor”, acredita Rita Marinho.

A ANP já teve um projeto de internacionalização que foi executado entre 2017 e 2020. “Este aproveita aquilo que correu bem nessa experiência, mas teve também por base aquilo os contributos dos nossos associados, porque foi feito um questionário sobre quais seriam as ações e os mercados mais importantes de considerar”, frisou a secretária-geral da ANP.

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