
Operação permitirá reforçar a inovação e a competitividade, além de expandir a presença internacional da empresa
O fundo Vallis Sustainable Investments II adquiriu 65% do capital da Ceramirupe, empresa de cerâmica sediada em Alcobaça, segundo o jornal Negócios. O controlo foi vendido pelo fundador Rui Santos, que mantém uma participação de 35% e continua como CEO.
Sem divulgar o valor da transação, a Vallis Capital Partners destaca que esta é a sexta aquisição do segundo fundo gerido pela sociedade. A Ceramirupe, criada em 1987, produz louça utilitária e decorativa em grés, emprega 240 trabalhadores e registou em 2025 um volume de negócios de cerca de 12,4 milhões de euros, em linha com o ano anterior. As exportações representam 95% das vendas, tendo a Alemanha como principal mercado, seguida dos Estados Unidos.
“Estamos muito satisfeitos por termos concluído esta aquisição, investindo numa empresa reconhecida pela sua cerâmica de alta qualidade, num setor em que Portugal se destaca como líder global em exportações”, afirmou ao Negócios o CEO da Vallis, Eduardo Rocha.
O responsável sublinhou ainda que o investimento marca o arranque de uma estratégia de consolidação, revelando que o fundo está a analisar vários outros alvos na indústria cerâmica, com o objetivo de concretizar novas aquisições no setor. Segundo Eduardo Rocha, a operação pretende acelerar a próxima fase de crescimento da empresa através de uma visão partilhada com a equipa fundadora e de uma estrutura de capital alinhada.
Para Rui Santos, a entrada do novo acionista maioritário abre um novo ciclo. O fundador considera que a operação permitirá reforçar a inovação, aumentar a competitividade e expandir a presença internacional da empresa, mantendo o posicionamento na qualidade e no design.
Com sede no Porto, a Vallis Capital Partners tem no portefólio participações em empresas como a Insparya, a Logifrio, a Europalco, a Arka e a Docout, atuando em diferentes setores de atividade. A entrada na Ceramirupe reforça agora a aposta da sociedade na indústria cerâmica, num momento em que o setor procura ganhar escala e competitividade nos mercados externos.












