
Então, o que pode levar um jovem a integrar um movimento, que lhe ocupa grande parte dos seus tempos livres, lhe dá um cargo com responsabilidades a desenvolver, que o leva para o meio da natureza, sujeito ao clima, com outros jovens da idade dele, acampar, sem telemóveis e sem internet, sem público, sem os tradicionais confortos da vida moderna?
A resposta é muito simples: É que apesar de tudo, de todas as tecnologias, de todos os confortos, os jovens continuam a ser jovens. Continuam a adorar a aventura, o desafio, a superação individual através do esforço coletivo, a criação de amizades verdadeiras e profundas, o contacto direto com a natureza e, acima de tudo, os jovens não abdicam de se sentir úteis e responsáveis, de uma forma plena, em que sentem que o seu esforço resulta em objetivos positivos e que enchem de orgulho os adultos que os acompanham. Esta foi a grande verdade revelada por Baden Powell há mais de 100 anos. Os jovens querem fazer parte da solução!
O Agrupamento 337 de Caldas da Rainha tem a noção de que há muito a fazer em favor de uma sociedade mais justa, fraterna e feliz. É neste âmbito que vamos desenvolvendo projetos que tocam e mobilizam muitos jovens de todas as idades.
Agora, muito especialmente, acolhemos o desafio do Papa Francisco de celebrarmos anualmente o Dia Mundial dos Pobres para sermos mais solidários com os mais fragilizados, procurando levar-lhes a esperança e a dignidade em múltiplos gestos de partilha.
O que leva afinal um jovem a ser escuteiro? A centelha que todos temos dentro, a vontade de ser melhor ajudando os outros, sendo com os outros, partilhando a nossa caminhada em busca da felicidade e garantindo que os outros vão connosco e que, no fim, deixamos o mundo um pouco melhor do que o encontramos.
Fábio Santos
337-Escuteiros Caldas da Rainha







