
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]A cidade de Vergílio Alberto Vieira é, pois, uma cidade revisitada pelos poemas como em «A Brazileira» na página 24: «Da má-língua costurada / Entre dois cafés-de-saco / Viveu, pois, a assim crismada / Roma então evaporada / Em lentos rolos de tabaco / Fumado a ver quem passa / No eléctrico da tarde / A tempo de levar à praça / A fleuma, que a chalaça / Reduz a cinza, enquanto arde.»
A cartografia da cidade de Braga é feita em 20 poemas e 20 fotografias: além dos já referidos «A Brazileira» e «As palhotas» os poemas referem: Arco da Porta Nova, A Sé de Braga, Livraria Cruz, Sete Fontes, S. Bentinho do Hospital, Procissão do Enterro, Campo da Vinha, Rua dos Pelâmes, Theatro-Circo, Rua do Janes, O nosso café, Largo do Paço, Rio Este, Bacalhau à Narcisa, Montariol, Fonte do Ídolo, Pachancho e Braga por um canudo.
As fotos de José Rocha são outro olhar sobre os mesmos temas e recantos da Cidade. Apenas difere a ordem entre os poemas e as fotografias. O Prefácio de Francisco Duarte Mangas é também um regresso às origens: «O primeiro desempregado que conheci vivia no outro lado da rua: trabalhava na Pachancho. A mulher desse operário triste, a Glorinha, passava o dia à janela.»
(Editora: Crescente Branco, Prefácio: Francisco Duarte Mangas, Fotografias: José Rocha) [/shc_shortcode]
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UM LIVRO POR SEMANA / 545 / «A cidade das fontes» de Vergílio Alberto Vieira
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