
Teresa Lemos
Coordenadora do GEOTA
O Natal é tradicionalmente associado à paz, ao amor e à partilha. No entanto, tornou-se também uma das épocas do ano em que o consumismo atinge níveis particularmente elevados. Toneladas de papel e material de embrulho são descartadas, compram-se milhões de produtos sem verdadeira utilidade e há um enorme excesso e desperdício alimentar com muitos alimentos a acabar no lixo. O consumo impulsivo, típico desta época, contribui para a exploração excessiva de recursos naturais e para o aumento da produção de resíduos.
Perante este cenário, surge a pergunta: é possível celebrar o Natal sem prejudicar tanto o planeta? A resposta é afirmativa e passa por pequenas mudanças de comportamento e escolhas mais conscientes.
Antes de adquirir um presente, é fundamental questionar se ele é realmente necessário e qual a sua pegada ecológica. As escolhas de consumo refletem-se diretamente na saúde dos ecossistemas, e devemos repensar hábitos e padrões de consumo.
Promover práticas mais sustentáveis implica reduzir, reutilizar e reciclar, evitando desperdícios sempre que possível. Pequenas decisões — como escolher produtos locais, duráveis e com menor impacto ambiental — fazem diferença e ajudam a proteger o ambiente. Reduzir o desperdício alimentar e recorrer a alternativas ecológicas para embrulhar presentes são medidas que todos nós podemos tomar e que contribuem para um Natal mais sustentável. A imaginação pode substituir o desperdício, e mesmo ações individuais têm impacto coletivo significativo.
A mudança depende do contributo de todos. Celebrar o Natal não significa excesso e desperdício; pode ser, antes, uma oportunidade para reforçar valores como moderação, responsabilidade ambiental e respeito pelo planeta.
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