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Grandes idosos ou “quarta idade”

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Gazeta das CaldasUma realidade cada vez mais premente é a necessidade de acudir à vulnerabilidade dos idosos, ou seja, àqueles que se sentem limitados nas suas forças e capacidades devido ao avançar dos anos.
Acontece, porém, que o nosso conceito de idoso já não é assim tão linear hoje em dia, por efeito do avanço da medicina e das novas armas terapêuticas que, no geral, vão alargando o tempo em que cada um mantém a independência funcional para organizar a sua vida. Daí que falar hoje em “terceira idade” vai remeter-nos para um período dos 65 aos 80 anos e parece mais ajustado falar em “Grandes Idosos / quarta idade” para os anos subsequentes.
Nas minhas visitas às pessoas idosas – que apontaria aqui como os Grandes Idosos – oiço muitas vezes desabafos de uma tristeza profunda de quem já “não serve para nada”. É a sua Cruz, tento eu confortar. Tal como Jesus Cristo carregou a Cruz no caminho até ao Calvário, assim está a Cruz de cada um no caminho que se vai fazendo, carregando os seus sofrimentos, as suas dores, as suas angústias, as suas solidões e desilusões. Porém, a grande verdade a descobrir é que a Cruz é sinal de vida e não de morte. A Cruz de Cristo é sinal de amor, de um Amor tão grande que não é compreendido por todos, mas que é possível experimentar pela Fé.

No início deste mês de Outubro, vivemos com muita alegria o Dia Internacional do Idoso, numa grande festa que teve lugar no Parque D. Carlos I, com o envolvimento do Serviço da Ação Social da Câmara Municipal das Caldas da Rainha e das Juntas de Freguesia da Cidade, com a presença motivadora dos seus autarcas. Esta magnífica festa trouxe ao Parque várias centenas de participantes na “terceira e quarta idades”, com a logística articulada pelos diversos Centros Sociais, Associações e outras Instituições Particulares de Solidariedade Social do Concelho, como aliás bem foi referido pela Senhora Vereadora Maria da Conceição.
Esta foi uma festa em que demos graças a Deus pelo dom da vida – lembrando especialmente os mais vulneráveis – mas onde cada um se apresenta com uma história de vida única e irrepetível. Depois de um magnífico almoço – não faltaram as mesas e as cadeiras – foi bonito ver tanta animação e receber os sorrisos de quem regularmente tem um rosto fechado pelo sofrimento.
Será preciso tomarmos todos uma nova consciência sobre as necessidades de bem-estar bio-psico-social que a “terceira idade” reclama, de forma ajustada às suas capacidades e, por outro lado, o maior empenho com carinho e conforto na presença assistencial que tem de ser prestado aos mais fragilizados, considerando sobretudo a crescente tendência de envelhecimento da população, resultante do aumento da esperança de vida e da diminuição dos níveis de fecundidade.

Diácono Romero

 

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