
Cerca de 30 pessoas estiveram presentes na Assembleia Participativa no auditório da Câmara, que teve lugar no passado dia 26 de Outubro, tendo apresentado as suas propostas de obras e iniciativas a desenvolver na cidade em 2013.
A Câmara das Caldas tinha decidido cabimentar no próximo orçamento um valor máximo de 150 mil euros para a execução das ideias do público que tiverem mais aceitação.
Ao todo, a equipa técnica da autarquia irá analisar 13 propostas, algumas delas apresentadas por vários munícipes, como foi o caso das hortas sociais e urbanas. Foram também propostas a criação de oficinas (que consistem na troca de serviços sem recurso a dinheiro), a realização de acções de educação parental e formação ética, a promoção de iniciativas de melhoria do ambiente urbano, a colocação em funcionamento de uma auto-vassoura para ajudar na limpeza da cidade e a colocação de uma cortina verde no muro que circunda o gaveto em frente ao CCC.
No que respeita às obras, os cidadãos propuseram a criação de uma faixa longitudinal nas obras em curso da regeneração urbana, para acesso dos peões, a substituição de um lameiro na Rua Capitão Filipe de Sousa por um passeio e ainda a pavimentação de parte da Rua do Negrelho.

Outros caldenses propõem a utilização do dinheiro camarário na criação de um roteiro turístico do concelho, assente nos vectores cidade (cultura e artes), turismo de praia e termalismo, bem como o desenvolvimento da marca Praça da Fruta, a criação de um Festival de Música e Artes com uma forte componente multimédia e a fixação de capital intelectual nas Caldas da Rainha.
Inicialmente estava prevista a selecção de algumas propostas, mas os participantes na assembleia decidiram, por unanimidade, que fossem todas apreciadas.
No próximo dia 7 de Novembro haverá uma nova Assembleia Participativa onde os preponentes irão apresentar, resumidamente, as suas ideias para a cidade, que serão depois votadas. As que colherem mais votos serão as escolhidas, até ser atingido o valor de 150 mil euros (podendo ainda obter-se uma majoração de 10%).
O vereador Tinta Ferreira considera que grande parte das propostas são da competência municipal e que todas poderão ter interesse público, mas falta agora fazer uma análise técnica da sua exequibilidade.
Também presente na reunião, o vereador socialista, Delfim Azevedo, destacou que o orçamento participativo proposto para as Caldas não tem comparação com nenhum outro no país, no que respeita aos montantes envolvidos e também no curto espaço de tempo para apresentação das propostas. Ainda assim, considera que a sua implementação é um factor positivo e defendeu que a preparação cívica do orçamento para 2014 deverá começar já em Janeiro do próximo ano e envolver todas as freguesias do concelho.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetadascaldas.pt







