
Segundo relataram várias testemunhas à Gazeta das Caldas, o ex-autarca das Caldas estava visivelmente alterado e falava bastante alto, soltando até alguns palavrões em relação aos responsáveis autárquicos e governamentais que estavam a participar na sessão de encerramento. Dizia, por exemplo: “fui eu que os coloquei lá e agora nem me convidam para o palco!”.
No palco estavam os representantes das tasquinhas com elementos do executivo camarário e presidentes das Juntas, e o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos. Este último faz parte da equipa do seu arqui-inimigo ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva e, como caldense, foi uma vez seu opositor à liderança da concelhia do PSD local.
O presidente da Câmara, Tinta Ferreira, sem se ter apercebido das invectivas de que estava a ser alvo por Fernando Costa, até se lhe referiu de forma simpática dizendo que ele estava presente na cerimónia de encerramento.
Durante as tasquinhas, o antigo presidente da Câmara esteve várias vezes sozinho entabulando conversa com algumas pessoas, tendo tido, certamente, dificuldade em digerir que já não é o centro das atenções como antigamente.
E como se não tivesse bastado o incidente no interior do pavilhão, Fernando Costa voltou à carga num segundo momento. Quando Tinta Ferreira se despedia do secretário de Estado no exterior da Expoeste, o ex-edil, que continuava bastante alterado, dirigiu-se ao seu sucessor e disse-lhe que não o autorizava mais a usar o seu nome em público, tendo feito referência ao facto de não o terem convidado para subir ao palco.
O ex-presidente da Câmara, contudo, não se ficou por aqui naquilo que tem sido uma onda de desagrado para com o executivo caldense e simultaneamente com os vereadores, deputados e candidatos da coligação PAF, Maria da Conceição e Manuel Isaac.
Nas redes sociais, Fernando Costa tem criticado o silêncio destes últimos acerca do “encerramento das termas há dois anos e meio”, afirmando “isto é uma vergonha, ajudem as Caldas a resolver este assunto”. C.C./N.N.





