Opinião Poder Local – Caldas da Rainha

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Inês Pires
Grupo de Coordenação Local do Núcleo Municipal do LIVRE

O calor que se fez sentir esta semana é cada vez menos uma raridade na região Oeste. Isto não é normal. Temos vivido ondas de calor que tornam a casa, a rua, o local de trabalho insuportáveis. Então como vamos arrefecer as Caldas?
O Parque D. Carlos I tornou-se, este verão, o principal refúgio climático dos caldenses, com famílias a fazer piqueniques e a estender mantas sob as copas das árvores, a aproveitar o alívio dado pela sombra.
Mas e que outros refúgios climáticos existem nas Caldas? Com o aumento da intensidade e frequência das ondas de calor e com a pouca preparação das casas para temperaturas extremas, não podemos estar dependentes apenas de um espaço público que nos dê conforto. O centro comercial La Vie e as esplanadas dos cafés são espaços que promovem ou obrigam ao consumo, criando uma barreira a muitas pessoas numa altura de crise de custo de vida.
A solução é simples. Temos de repensar a nossa cidade e criar mais refúgios climáticos, tanto interiores como exteriores, onde as pessoas possam estar e conviver em conforto sem necessidade de pagar.
A Praça 5 de outubro e a Praça 25 de abril são neste momento autênticas ilhas de calor, mas poderiam ser refúgios climáticos. Exemplos não faltam de requalificação de praças e ruas com a plantação de árvores e instalação de bebedouros e repuxos, tanto em Portugal como no resto da Europa. Existe a necessidade, a vontade da população, exemplos e recursos. Do que estamos à espera?”

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