
António Marques
Presidente da Concelhia PS
Há uma pergunta que começa a ouvir-se cada vez mais nas ruas de Óbidos: afinal, para onde estamos a caminhar?
O PS de Óbidos tem assumido o seu papel de oposição com responsabilidade, mas também com firmeza. Não se limita a apontar problemas, questiona decisões, dá voz às preocupações dos munícipes e apresenta-se como uma alternativa política para um concelho que precisa de voltar a colocar as pessoas no centro das prioridades. E é precisamente aí que o contraste com o atual executivo PSD se torna difícil de ignorar.
Óbidos apregoa modernidade, inovação e um município do século XXI. Mas, quando olhamos para a saúde, continuamos a enfrentar a falta de médicos e dificuldades no acesso a cuidados básicos. É difícil falar de futuro quando, para muitos, o acesso a serviços essenciais continua a parecer uma viagem ao passado.
Depois temos os eventos. Muitos, cada vez mais, até ao ponto de aquilo que deveria dinamizar a vila começar a gerar saturação. Enquanto isso, a Rua Direita vê negócios fechar e comerciantes enfrentarem dificuldades. Será que o sucesso de Óbidos se mede apenas pelo número de eventos e visitantes, ou também pela qualidade de vida de quem cá vive e trabalha?
O PS tem sido claro: Óbidos precisa de equilíbrio, planeamento e políticas que sirvam todo o concelho e não apenas uma agenda de eventos. Governar é escolher prioridades. E a prioridade deve ser garantir médicos, serviços públicos dignos, comércio local vivo e qualidade de vida. O PS continuará a fazer oposição, mas sobretudo a construir alternativa. Porque Óbidos merece mais do que propaganda de modernidade. Merece políticas do século XXI e não viver no século XIX.








