Os europeus, tal como outros povos noutros continentes, têm nos últimos anos lançado iniciativas para reaproximar os vizinhos e os comerciantes que estão nos seus bairros, para quebrar as barreiras artificiais que se levantaram nas grandes metrópoles urbanas.

Provavelmente sem conhecerem em pormenor esta iniciativa que se estende crescentemente na Europa, os habitantes e comerciantes do Bairro Azul e da via estruturante Sebastião de Lima que o atravessa, lançaram uma iniciativa coincidente, que mostra um desejável dinamismo e uma preocupação de convivialidade entre vizinhos, que era comum e muito salutar nas pequenas aldeias e vilas portuguesas.
Zé Povinho é muito sensível a este tipo de iniciativas e recorda a efervescência que existia nos idos de 70, logo a seguir ao 25 de Abril, em que as pessoas, os vizinhos, os bairros, se organizavam para tentarem resolver os seus problemas. Por isso felicita os moradores e comerciantes que se constituíram numa Associação dos Amigos do Bairro Azul, que prometem lutar por melhorar a qualidade de vida naquela parte da cidade, podendo servir de modelo a outros bairros que se organizem também no mesmo sentido.
Esta solidariedade dos vizinhos é um bom exemplo para a comunidade caldense e um forte incremento para o comércio de proximidade, pelo que Zé Povinho felicita em nome de todos o casal Pedro Rosa e Cristina Hilário, principais mentores deste evento .

Se durante muitos anos era uma instituição muito burocratizada e quase com um comportamento de “repartição pública”, viveu um processo de modernização nas últimas décadas que lhe deu uma imagem nova, equiparada aos restantes bancos privados.
Mas agora é com grande espanto que os portugueses têm acompanhado nos últimos meses a polémica que a Caixa atravessa, fazendo-os recordar dos incompreensíveis acontecimentos que ocorreram em grande parte da banca privada portuguesa, que levou à intervenção e encerramento de vários bancos.
Para mais, Zé Povinho não pode aceitar as razões que diariamente os media trazem a público, sobre as histórias que levaram a esta situação na Caixa Geral de Depósitos, a qual tem servido de asilo a figuras proeminentes dos partidos do arco da governação.
Provavelmente, nos últimos 20 anos não houve inocentes, tanto da parte dos nomeados como dos que os nomearam, pelo que a situação que se vive hoje, com notícias de que vai haver uma recapitalização de vários milhares de milhões de euros e o despedimento de milhares de pessoas, não é um bom sinal.
A lista de erros e de incongruências nas várias gestões da Caixa mostra que, tal como na banca privada, outros interesses estiveram em jogo.
Zé Povinho acha que deve continuar a haver um banco público que sirva de referência ao sector e que tenha um comportamento exemplar junto dos clientes, pelo que exige que desta vez não haja transigência e que se estabeleçam processos de governança transparentes que impeçam mais decisões incorrectas e que provoquem, directa ou indirectamente, prejuízo para o contribuinte. E já agora que a culpa não morra, uma vez mais, solteira.





