
O marco de correio que há décadas se encontrava na Praça Sousa Oliveira, na Nazaré, foi retirado na manhã de 19 de Outubro. Mas a Associação de Defesa da Nazaré (ADN) não quer aceitar a decisão dos CTT e reclama devolução do que dizem ser um elemento “histórico” para a vila.
Em comunicado, a ADN defende que “além da sua utilidade pública, o marco de correio constitui uma bela peça de mobiliário urbano português, fazendo parte da identidade cultural do país”. E quanto ao da praça nazarena, este “não é apenas um repositório de cartas e postais: é, em si mesmo, um postal turístico”.
A associação acusa os CTT de estar a promover um “abate da memória colectiva”, garantindo saber que “o destino dos marcos de correio é a siderurgia” para serem derretidos. E questiona se numa lógica de redução dos custos por parte dos CTT “não seria mais fácil e menos dispendioso manter os marcos como mobiliário urbano, fechando a respectiva boca”.
A ADN quer ainda saber se a Câmara da Nazaré teve conhecimento da decisão de retirar o marco de correio e se fez alguma coisa para o impedir. Uma questão que foi também já colocada por Fábio Salgado, deputado municipal do BE.
Marco não será reposto

Já quanto à possibilidade de outros marcos de correio virem a ser retirados de outros locais da região, fonte da empresa diz que “os CTT deverão, este ano, reduzir em cerca de 4% o número de postos de recolha de correspondência em todo o País, numa medida de adaptação da oferta à procura”. A mesma fonte esclarece que em Portugal há um posto de recolha por 600 habitantes, quando a média europeia é de um posto por 720 habitantes. Uma adaptação que “está já concretizada na sua quase totalidade, uma vez que durante 2011 o número de postos de recolha reduziram-se em 20%”.
Os CTT dizem ainda que “em nenhuma situação é posta em causa a acessibilidade da população aos equipamentos de entrega de correspondência”, dado que a decisão de retirar os marcos e caixas de correio é tomada em coordenação com as autarquias de cada área “e são levadas em consideração a densidade populacional de cada localidade e a área de abrangência dos pontos de recolha mais próximos”.
Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt






No Porto também está a acontecer a mesma coisa. Os cretinos dos CTT estão a retirar os marcos de correio todos. Péssimo serviço público o desta ainda empresa pública, que tem um absoluto desprezo pelos seus clientes. Se alguém quiser enviar uma carta tem de andar quilómetros até à estação de correios mais próxima (e cada vez mais rara).